Fonte:
Karine Melo/Agência Brasil
Foto:
Marcello Casal Jr./ Agência Brasil
A automedicação,
especialmente nesse momento de pandemia, tem preocupado autoridades
sanitárias em todo o mundo. “É preciso que as pessoas se conscientizem dos
riscos reais dessa prática, que pode causar reações graves, inclusive
óbitos", alertou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em
comunicado.![]()
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Ainda segundo a Agência,
essa avaliação é feita a partir de critérios técnico-científicos, de acordo com
o paciente e o conhecimento da doença: "todo medicamento apresenta riscos
relacionados ao seu consumo, que deve ser baseado na relação benefício-risco.
Ou seja, os benefícios para o paciente devem superar os riscos associados ao
uso do produto”.
Para se ter uma ideia da
dimensão e da gravidade do problema, a Organização Mundial da Saúde (OMS)
estima que mais de 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou
vendidos de forma inadequada. Além disso, metade de todos os pacientes não faz
uso dos medicamentos corretamente.
Notificação
Para identificar novos
riscos e atualizar o perfil de segurança dos medicamentos, a Anvisa lembra que
é imprescindível que profissionais de saúde e cidadãos notifiquem as suspeitas
de eventos adversos, mesmo sem ter certeza da associação com o medicamento.
Os eventos devem ser
notificados pelo VigiMed. “A qualidade dos dados inseridos no
sistema é fundamental para subsidiar a análise pelas equipes especializadas.
É importante identificar o produto e informar o fabricante e o número do lote”,
orienta a Anvisa.

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