Fonte: ASCOM/ALBA
A resiliência das elevadas
taxas de transmissão, óbitos e de ocupação de leitos clínicos e de UTI da
pandemia, obrigou o governador Rui Costa e os prefeitos da Região Metropolitana
de Salvador a prorrogarem, pela quarta vez, o lockdown, pois a ameaça do
sistema de saúde colapsar é permanente. Assim, o presidente Adolfo Menezes
decidiu manter o Legislativo fechado ao público externo por mais uma semana e o
acesso do funcionalismo absolutamente restrito – colaborando com o esforço de
todos em prol da redução das aglomerações e das fontes de contágio da Covid-19,
que já enlutou 14 mil lares baianos.
O presidente da Assembleia
Legislativa considera fundamental seguir a linha preconizada pela ciência, pois
a prioridade absoluta é salvar vidas nesse momento em que o risco de colapso
dos sistemas público e privado de saúde é ainda uma possibilidade – e que as
equipes de saúde, médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas,
maqueiros, motoristas, cozinheiros e todos os demais profissionais do grupo
saúde, “a quem tanto devemos nesses tempos difíceis”, estão a ponto de
exaustão.
Semana
de votações
Porém, o presidente Adolfo
Menezes faz questão de frisar que as restrições de acesso, novamente
sancionadas, em nada impedem o Parlamento de cumprir com os seus deveres – como
sempre o fez. Demonstra essa afirmativa lembrando que já sob o regime de lockdown,
na última semana o Legislativo votou dois projetos importantíssimos para a
Bahia e para os baianos, autorizando a contratação de créditos no valor de R$2
bilhões – recursos que permitirão investimentos de R$500 milhões em saneamento
básico pela Embasa e outros R$1,5 bilhão pelo governo em obras de
infraestrutura.
“Além dos serviços que essas
obras estruturantes trarão para a Bahia e para os baianos, permitirão que nossa
economia mitigue os prejuízos que o lockdown acarreta e garantirão emprego e
renda para alguns milhares dos nossos conterrâneos nessa fase difícil que
passamos”, completou ele. O deputado Adolfo Menezes, inclusive prevê uma semana
de trabalho intenso a partir de segunda-feira (22), pois começaram a tramitar
desde a última quinta-feira projetos de lei encaminhados pelo Executivo, “todos
no sentido de amparar os segmentos mais desassistidos da nossa população”,
frisou.
Ele acredita que essas
matérias serão apreciadas por acordo de liderança e com rapidez, como vem
ocorrendo com todos os projetos relacionados com o combate à pandemia. Citou
ainda a proposição que autoriza o Governo do Estado a pagar as contas de água
das famílias de baixa renda com consumo de até 25 metros cúbicos por mês, o que
atingirá a 860 mil famílias. Outra matéria institui o programa Bolsa Presença
que pretende incentivar os alunos a permanecer no sistema de ensino, engajando
as famílias nessa tarefa de educar. O programa institui uma bolsa de R$150 para
a família que aderir.
Ratificação
Ato do presidente Adolfo
Menezes prorrogando o lockdown será ratificado pelos integrantes da
Mesa Diretora, estando em consonância com decisões anteriores dos prefeitos da
RMS e do Governo do Estado, sendo que agora as medidas são ainda mais
drásticas, pois estarão fechados todos os estabelecimentos que não
comercializarem itens essenciais. Os supermercados, por exemplo, não poderão
vender eletrodomésticos, itens e vestuários e outros que não sejam necessários
à alimentação e limpeza – além do toque de recolher ser reduzido das 20hs, para
as 18h.
Portanto, todas as tarefas
de cunho administrativo ou parlamentar na ALBA continuarão sendo executadas de
forma remota até o início da próxima semana. Apenas aqueles servidores que
precisarem realizar trabalhos que exijam suas presenças físicas na Casa serão
autorizados a ingressar na sede do Parlamento. O controle do acesso permanecerá
sendo feito pela Assistência Militar e a portaria geral seguirá fechada.
Para o presidente Adolfo
Menezes a evolução da pandemia (contágios novos e ocupação dos leitos)
determinará a necessidade de novo adiamento da suspensão dos trabalhos
presenciais, enfatizando que o isolamento é a maneira mais eficiente para deter
a doença. Ele considera como um dever de todo homem público poupar vidas e
frisou que jamais deixará de cumprir com as suas responsabilidades, como tem
feito “o governador Rui Costa, o prefeito Bruno Reis e tantos outros prefeitos,
que tentam evitar o colapso do nosso sistema de saúde, para que não soframos às
cenas terríveis e dolorosas que vimos em outros estados”.

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