Fonte:
Mariana Tokarnia e Heloísa Cristaldo/Agência Brasil
Foto:
Rovena Rosa - /Agência Brasil
Escolas públicas de todo o
país começam a retomar as atividades e as redes de ensino anunciam os
calendários do ano letivo de 2021. As datas para início e término das aulas,
assim como os modelos adotados variam. Algumas redes estaduais anunciaram que
manterão o ensino exclusivamente remoto. Outras, retomam as atividades
presenciais, mantendo ainda as aulas a distância. ![]()
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Ao todo, as redes públicas
de educação de 15 estados retomam as atividades escolares neste mês de
fevereiro: Acre, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte,
Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Tocantins. O estado de Goiás é o único
em todo país que já retornou às atividades escolares em janeiro deste ano.
A Bahia ainda não divulgou
informações sobre o início das atividades escolares na rede estadual. Os demais
estados e o Distrito Federal devem começar o ano letivo em março.
Os estados concentram a
maior parte das matrículas do ensino médio e dividem com os municípios as
matrículas nos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano.
“As redes têm autonomia para
fazer suas escolhas tanto do formato quanto do momento do retorno”, diz o
presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), o
secretário de Educação do Espírito Santo, Vitor de Angelo. Segundo ele, a
tendência dos estados é retomar aos poucos a educação presencial, com o chamado
ensino híbrido, que combina o ensino presencial com o remoto.
“Não vejo perspectiva de
longo prazo para a gente ter um ensino remoto, ou seja, um discurso de que 2021
ficaremos com as escolas fechadas e ensino totalmente remoto até que haja
vacina para todo mundo ou o fim da pandemia. A perspectiva é de volta, no
modelo híbrido. Alguns vão voltar mais à frente que outros, mas há uma
perspectiva mais ou menos disseminada [entre secretários de educação] de
volta”, diz.
A preocupação, de acordo com
Angelo é que todos possam ter acesso à educação. “De fato pessoas ficaram
excluídas e isso independentemente do que se fez porque, em muitos casos, a
exclusão decorre de fatores externos às secretarias de Educação”, diz e acrescenta:
“Todo esforço tem sido feito para mitigar essas situações. Muitos estados estão
em processo de compras para distribuição de computadores. Oferta de internet
gratuita acontece em praticamente todos os estados. Busca de alternativas com
atividades impressas para contornar aqueles que não tiveram acesso à
tecnologia, mesmo com oferta de internet gratuita”.
Aulas
nos municípios
Assim como nos estados,
a situação nas escolas públicas municipais também varia. Segundo o
presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel
Martins Garcia, a tendência é por ofertar, mesmo que para parte dos estudantes,
aulas presenciais. “Há uma sensação muito forte da necessidade da volta
presencial. Todo mundo se pergunta como vai ser a volta, mas hoje, apesar do
medo, é forte o consenso da volta”, diz.
Os municípios concentram as
matrículas da educação infantil e dos primeiros anos do ensino fundamental,
etapa que vai do 1º ao 5º ano. São, portanto, os maiores responsáveis, por
exemplo, pela alfabetização das crianças. Garcia diz que os gestores municipais
estão buscando se articular com a área da saúde e da assistência social
municipal, estão embasados em protocolos municipais e estaduais. A intenção é
que sejam incluídos, sobretudo, aqueles que foram mais prejudicados em
2020.
“Esse deve ser um processo
gradativo de inserção dos grupos. A prioridade é daqueles que ficaram sem
condições de acesso e não sentiram a presença da escola [em 2020]. Na
sequência, é ir inserindo nas, aulas presenciais, aqueles cujas famílias
optaram pela volta presencial mais rápida possível. Vamos respeitar o
sentimento e a opinião das famílias que ainda estão com medo, vamos respeitar e
oferecer ainda atividades não presenciais”, diz.
Três
anos em dois
As escolas terão o desafio
este ano de recuperar, ao menos o essencial, do que não foi aprendido pelos
alunos em 2020, além de ensinar o conteúdo já previsto para este ano. De acordo
com o Conselho Nacional de Educação (CNE), as escolas devem se preparar para
avaliar o aprendizado dos estudantes e planejar a recuperação dos
conteúdos.
De acordo com o conselheiro
do CNE, Mozart Ramos, no entanto, com o agravamento da pandemia, é possível que
2021 seja ainda um ano atípico e que a recuperação se estenda para 2022. A
ideia é discutida entre conselheiros. “É pensar três anos em dois, pensar 2020,
2021 e 2022 com base em 2021 e 2022, como uma integração curricular de três
anos. Somente 2021 não vai dar, até porque ninguém esperava a segunda onda da
covid-19 nessa intensidade que está vindo”, diz.
O Conselho Nacional de
Educação (CNE), em 2020 publicou pareceres para auxiliar as redes de ensino a
conduzirem o ensino durante a pandemia. O CNE autorizou, por exemplo, aulas remotas em todas as etapas de ensino e autorizou
a continuidade do ensino remoto por todo o ano de 2021.
“Um ponto central é que
sempre, em todos os pareceres do CNE, colocamos como referência a questão
sanitária local, o que quer dizer que é preciso que autoridades sanitárias de
saúde locais digam se de fato há condições ou não do retorno às aulas
presenciais, de acordo com a evolução ou não da pandemia. Importante entender e
respeitar as condições sanitárias e as orientações das autoridades de saúde”,
diz o conselheiro do CNE Mozart Neves Ramos.
De acordo com Ramos, o
planejamento será algo fundamental este ano. “Os gestores das escolas agora
poderão fazer uma enorme diferença em relação à aprendizagem. Óbvio que para
isso precisam ter uma coordenação das secretarias de Educação que devem ajudar
a organizar, estruturar e planejar as atividades pedagógicas”. Outro ponto
importante é o trabalho de acompanhamento da saúde mental de estudantes e
professores.
Greves
e insegurança
Para professores e
profissionais de educação é preciso que sejam garantidas condições minimamente
adequadas para que possam retornar com segurança ao trabalho presencial. Greves
foram aprovadas, por exemplo, no Rio de Janeiro e em São Paulo. “Nós
continuamos bastante preocupados com a situação da pandemia em nosso país. Não
observamos alteração da condição política nem segurança sanitária para fazer um
retorno às aulas presenciais”, diz o presidente da Confederação Nacional dos
Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Manoel Gomes Araújo Filho.
A CNTE defende que o retorno
às atividades presenciais seja feito em diálogo com professores, funcionários,
estudantes, familiares e toda a comunidade escolar. Defende também que sejam
reforçados os mecanismos para oferta de atividades remotas com mais qualidade e
que haja a formação de professores para tal, uma vez que elas deverão ainda se
estender por todo esse ano. “Nós queremos voltar a nossas atividades
presenciais, mas essa volta tem que garantir que todos os trabalhadores estejam
vacinados, que haja testagem em massa da população, que haja rastreamento dos
casos de contaminação e que as medidas dos protocolos feitos pelos
governos sejam aplicadas de forma integral”, diz Filho.
Veja a situação de cada
estado. O levantamento da Agência Brasil foi feito com base em dados
do Consed
Acre: O ano letivo no Acre
começou na segunda-feira (8), de forma remota. Segundo o governo local, serão
reiniciadas as aulas do 4º bimestre do ano letivo de 2020. As aulas serão pela
internet e por meio de tarefas que podem ser retiradas na própria escola.
A previsão é de que o ano escolar seja concluído em março. A Secretaria de
Educação lançou uma
plataforma com conteúdos para os estudantes e fechou uma parceria com
um canal aberto de TV para oferecer teleaulas.
Alagoas: O ano letivo de
2021 na rede estadual de Alagoas começa em março, no sistema híbrido. Ao
retomar as atividades escolares em janeiro deste ano (ainda em conclusão ao ano
letivo de 2020), o governo estadual estabeleceu a presença de pelo menos 50%
dos alunos em sala de aula na rede privada e 30% da capacidade das salas na
rede pública. Já as redes municipais dependem do posicionamento dos prefeitos
para retornarem às atividades.
Amapá: O ano letivo começa
no dia 8 de março, de forma remota. A Secretaria de Educação do estado
disponibilizou plataformas para atividades não presenciais, como a Escola
Digital Amapá, a Escolas Conectadas e o AVAMEC.
Amazonas: A volta às aulas
na rede pública estadual de Amazonas será no dia 18 de fevereiro pelo sistema
remoto. Entre os dias 8 e 12 de fevereiro, o estado realiza um trabalho
pedagógico, exclusivamente online, com gestores, pedagogos e professores
com foco no desenvolvimento de competências e melhorias na qualidade de ensino
e aprendizagem.
Bahia: O planejamento de
volta às aulas ainda será divulgado pelo Governo do Estado.
Ceará: As aulas iniciaram no
dia 1º de fevereiro, com as escolas podendo optar pelo modelo híbrido ou
remoto. A adesão pelo modelo foi definida pelas unidades de ensino.
Professores, estudantes e funcionários que fazem parte do grupo de risco
permanecem com atividades exclusivamente remotas.
O retorno ao sistema
presencial será gradual, por série. Cada sala de aula deve ter, no máximo, 35%
de alunos determinado por decreto estadual. Os centros de Educação de Jovens e
Adultos também estão utilizando as plataformas tecnológicas para oferecer
atividades não presenciais.
Distrito Federal: O ano
letivo de 2021 na rede pública de ensino do DF terá início em 8 de março,
provavelmente de forma híbrida, por meio da qual metade dos estudantes
comparecerá presencialmente e os demais terão aulas remotas, em revezamento
semanal.
Espírito Santo: As aulas
começaram no dia 4 de fevereiro, no formato presencial/híbrido (com revezamento
de alunos) ou remoto, seguindo as orientações do Mapa de Risco - sistema que
monitora os casos de covid-19 no estado.
Segundo o governo do estado,
serão enviados dois projetos de lei à Assembleia Legislativa: um visando à
concessão de ajuda de custo a professores, pedagogos e diretores efetivos no
valor de R$ 5 mil para a aquisição de equipamento de informática (notebook,
Chromebook ou tablet), e outro com o auxílio internet no valor de R$ 50
mensais para cada professor – efetivo ou em designação temporária.
Goiás: As aulas foram
iniciadas no dia 25 de janeiro nas escolas que funcionarão em regime híbrido e
no dia 21 de janeiro naquelas que cumprirão o calendário escolar no Regime
Especial de Aulas Não Presenciais (Reanp) – que inclui 1.010 escolas estaduais.
Para as escolas da rede estadual em regime híbrido também estão estabelecidos o
escalonamento e o rodízio (que deverá ser mensal).
Maranhão: As aulas começaram
na segunda-feira, dia 8 de fevereiro, nos centros de Ensino de Tempo Integral e
terão início no dia 22 de fevereiro nos centros de Ensino de tempo parcial
(Fundamental e Médio). As aulas retornam em formato híbrido ou remoto, conforme
indicadores epidemiológicos. O governo estadual vai oferecer aos
estudantes chips com pacote de dados e material impresso. Em 2020,
foi lançado o Portal Gonçalves Dias que contém videoaulas, apostilas e roteiros
de estudo baseados no currículo do Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino e
será suporte para o ensino e a aprendizagem em 2021.
Mato Grosso: As aulas na
rede estadual de ensino de Mato Grosso foram retomadas na segunda-feira
passada, na modalidade não presencial. Segundo o governo do estado, a decisão
de manter as aulas remotas foi definida após o aumento no número de casos
de Covid-19 e, consequentemente, a alta demanda por leitos de Unidade de
Terapia Intensiva (UTI) em Mato Grosso. As atividades serão pela plataforma
Google For Education.
Mato Grosso do Sul: O
retorno das aulas no Mato Grosso do Sul está previsto para o dia 1º de março.
Segundo o governo local, a jornada pedagógica foi realizada no dia 4 de
fevereiro. O formato (remoto, presencial ou híbrido) será definido em
conformidade com os órgãos de saúde estaduais.
De acordo com a Secretaria
de Educação, a jornada pedagógica vai tratar de eixos essenciais para a
segurança necessária no retorno às aulas: socioemocional, biossegurança,
cognitivo e normativo.
Minas Gerais: Segundo o
portal do Consed, a rede pública estadual de ensino de Minas Gerais tem
previsão de iniciar o ano letivo de 2021 em março. A princípio, as atividades
serão realizadas de forma remota. Para o ano letivo de 2021, a Secretaria de
Educação lançará uma nova versão do aplicativo Conexão Escola. A ferramenta
será integrada ao Google Classroom. Nela, os alunos terão acesso aos conteúdos
dos Plano de Estudo Tutorado (PET) e teleaulas do Se Liga na Educação. Além
disso, ele permitirá a interação entre aluno e educador por meio de um chat.
Pará: O ano letivo começou
no dia 3 de fevereiro. Com atividades não presenciais, as escolas estaduais
iniciaram também a entrega do caderno de atividades impressos para os alunos da
rede. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-PA) segue com suas aulas e
atividades remotas por meio do movimento Todos Em Casa Pela Educação, que
assegura atividades por meio digital.
Paraíba: O governo da
Paraíba retomará, de forma gradativa, as aulas a partir do dia 1º de março por
meio de sistema híbrido. O plano estadual é dividido em quatro fases,
considerando as análises realizadas pelas autoridades sanitárias, e a divisão
da carga horária será feita por dias da semana.
Na primeira fase, que
ocorrerá ao longo do primeiro semestre letivo, fica autorizado o
desenvolvimento de atividades presenciais duas vezes por semana, considerando a
carga horária máxima de três horas diárias, respeitando a escala de 70% de
ensino remoto e 30% de ensino presencial nas instituições de ensino que ofertam
Educação Infantil, os primeiros anos do Ensino Fundamental e cursos
preparatórios e congêneres.
A segunda fase adotará o
modelo 50% ensino remoto e 50% de ensino presencial. Na terceira fase, o ensino
será 30% remoto e 70% presencial. Já na quarta fase, será retomado o ensino
100% presencial. A progressão das fases deverá ocorrer entre os semestres
letivos, para adequar as ações de infraestrutura e de processos.
Também serão realizadas
avaliações quinzenais, a partir de análise sorológica, para avaliar o impacto
gradual da retomada das atividades educacionais na Paraíba.
Paraná: A volta às aulas
presenciais no Paraná acontecerá de forma escalonada. O ano letivo 2021 está
marcado para começar nesta quinta-feira (18).
Um protocolo estadual
definiu o início pelas turmas com crianças até 10 anos de idade; após uma
semana as demais turmas do ensino fundamental e, depois de duas semanas do
início das atividades presenciais, os alunos do ensino médio. Em casos
suspeitos ou confirmados da covid-19 na comunidade escolar, a direção pode
cancelar as atividades presenciais de forma parcial ou total, de uma turma ou
mais.
Pernambuco: A rede estadual
de Pernambuco iniciou o ano letivo de 2021 no dia 4 de fevereiro com o retorno
dos estudantes do ensino médio. Como medida de segurança e de contenção do novo
coronavírus, o ensino permanece híbrido - aulas presenciais e remotas. As
demais etapas, como o ensino fundamental (anos finais e iniciais) e a educação
infantil, retornam nos dias 1º, 8 e 15 de março, nessa ordem.
Piauí: As aulas na rede
estadual do Piauí foram retomadas em 1º de fevereiro, de forma remota.
Posteriormente, haverá uma consulta à comunidade escolar sobre a adoção do
sistema híbrido. De acordo com as condições sanitárias do estado, a Secretaria
de Educação pode autorizar que seja adotado o modelo híbrido.
Rio de Janeiro: O ano
letivo começou na segunda-feira passada (8) com a entrega do
plano de estudos e início do processo de diagnóstico socioemocional dos alunos
de todas as séries da rede estadual de ensino. Ao longo de fevereiro, todos os
700 mil estudantes irão preencher o diagnóstico inédito, que tem o objetivo de
entender como está o jovem, sua motivação e expectativas, após quase um ano
fora da sala de aula.
As aulas na rede estadual
começarão no dia 1º de março, no modelo híbrido (remoto e presencial, com
turmas em sala de aula em dias alternados) ou somente remoto, dependendo das
orientações do Comitê Científico e das autoridades de saúde.
No caso da adoção do modelo
híbrido, a Secretaria de Educação vai priorizar os 70 mil alunos em situação de
maior vulnerabilidade social, cerca de 10% da rede estadual de ensino. Por não
possuírem dispositivo eletrônico que dê a eles condições de acompanharem as
aulas remotas, os estudantes poderão ir à escola em sistema de revezamento,
para tirar suas dúvidas e ter acesso a recursos de áudio e vídeo produzidos
para este período.
Rio Grande do Norte: No Rio
Grande do Norte, as aulas tiveram início no dia 1º de fevereiro. A data foi
definida em parceria com o Ministério Público e a Defensoria Pública do Estado.
O retorno das atividades está condicionado ao cenário epidemiológico.
Rio Grande do Sul: As aulas
da rede estadual do Rio Grande do Sul recomeçarão no modelo híbrido, de forma
escalonada. No dia 8 de março, retornam os alunos do 1º ao 5º ano. No dia 11,
será a vez dos estudantes do 6º ao 9º ano. Por último, no dia 15, os
alunos do ensino médio e técnico. O calendário letivo de 2021 também prevê
aulas aos sábados.
Rondônia: A Rede Estadual de
Ensino de Rondônia inicia as atividades no dia 22 de fevereiro, de forma
remota. As aulas presenciais nas unidades educacionais do estado continuam
suspensas em virtude da pandemia de covid-19.
Para o retorno das aulas
presenciais, a Secretaria de Educação avalia, em parceria com órgãos de acompanhamento
da pandemia e os municípios, a possibilidade de um retorno de forma escalonada.
Roraima: O ensino foi
retomado de forma remota no último dia 10 na rede estadual.
Santa Catarina: A rede
estadual de Santa Catarina retoma as aulas no dia 18 de fevereiro. A proposta é
iniciar os trabalhos com três modelos, que podem coincidir: 100% presencial,
misto e 100% online. O primeiro será aplicado nas escolas que dispuserem
de salas com infraestrutura adequada para realizar o distanciamento de 1,5
metro exigido entre as carteiras dos alunos.
O segundo modelo, que
incluirá a maioria dos alunos, funciona com a alternância dos grupos que
frequentam a escola e dividido em dois momentos: o “Tempo Escola” e o “Tempo
Casa”. Já o modelo 100% online, que foi aplicado ao longo de 2020, com a
suspensão das aulas presenciais, continua em 2021 para os cerca de 28 mil
alunos da rede estadual que, comprovadamente, fazem parte de grupo de risco
para covid-19, assim como os professores. Essa modalidade também será ofertada
quando os pais optarem por manter seus filhos em atividades remotas.
São Paulo: Mais de 5 mil
escolas da rede estadual de ensino no estado de São Paulo já podem voltar a ter aulas presenciais desde
segunda-feira (8). O governo estadual passou a classificar a educação como
serviço essencial e, com isso, a abertura das unidades escolares poderá ocorrer
mesmo nas fases mais restritivas do Plano São Paulo. Cada unidade poderá
definir como fará o rodízio de alunos e suas atividades presenciais e remotas.
Sergipe: A rede pública
estadual de Sergipe iniciará as atividades no dia 22 de março, no modelo
híbrido. Segundo o Consed, para 2021, o governo do estado reservou um canal de
TV com abrangência no estado todo, com 22 horas de aulas diárias, de segunda a
sábado, além de garantir internet patrocinada para professores e alunos.
Tocantins: O estado do
Tocantins retornou gradativamente às atividades presenciais nas escolas da rede
estadual na segunda-feira (8). Ao todo, 147 escolas da rede estadual estarão
aptas a iniciar as atividades presenciais nesta primeira semana. As outras
escolas da rede permanecem com aulas não presenciais. Após o período de
adaptação deste primeiro grupo de escolas, as demais retornarão, também de
forma gradativa.

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