Fonte:
Andreia Verdélio/Agência Brasil
Foto:
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A
expectativa do mercado financeiro é que a taxa básica de juros, a Selic, suba
em 2021 e encerre o ano em 3,75%. Na semana passada, essa estimativa era de
3,50%, de acordo com o boletim Focus de hoje (17), pesquisa divulgada
semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais
indicadores econômicos.![]()
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Para
o fim de 2022, a estimativa é que a taxa básica fique em 5%. E para o fim de
2023 e 2024, a previsão é 6% ao ano. A Selic, estabelecida atualmente em 2% ao
ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom), é o principal instrumento
utilizado pelo BC para alcançar a meta de inflação.
Quando
o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda
aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem
o crédito e estimulam a poupança. Entretanto, os bancos consideram outros
fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de
inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando
o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com
incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e
estimulando a atividade econômica.
Inflação
A
previsão das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA - a inflação oficial do país) variou de 3,60% para
3,62%. Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,49%. Tanto para 2023 como
para 2024 as projeções são de 3,25%.
O
cálculo para 2021 está abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo
BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este
ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior, 5,25%.
PIB e dólar
Já a
estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia caiu de 3,47%
para 3,43% em 2021. Para o próximo ano, a expectativa para Produto Interno
Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de
crescimento de 2,50%, a mesma previsão há 147 semanas consecutivas. Em 2023 e
2024, o mercado financeiro também continua projetando expansão do PIB em 2,50%.
A
expectativa para a cotação do dólar permanece em R$ 5,01, ao final deste ano.
Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5.

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