Fonte: GOVBA
Foto:
Fernando Vivas – GOVBA
O Governo do Estado
assinou, nesta sexta-feira (14), um memorando de entendimento com o Grupo
Nacional Biotecnológico da China (CNBG), responsável pela produção de duas
vacinas contra o novo coronavírus, com o objetivo de inserir a Bahia e a região
nordeste nos estudos clínicos de fase III que estão por ser conduzidos
internacionalmente.
Confirmando os
resultados positivos, um acordo comercial será estabelecido entre o Governo da
Bahia, por meio da Bahiafarma e o CNBG para distribuição da vacina no país.
O CNBG é uma das primeiras
empresas chineses a começar a testar suas vacinas Covid-19 no exterior. É
subsidiária do Grupo Farmacêutico Nacional Chinês (Sinopharm), com negócios
principais de fabricação, fornecimento, distribuição, pesquisa científica e
desenvolvimento de produtos biológicos, incluindo vacinas, hemoderivados e
outros produtos biológicos para prevenção, controle e tratamento de doenças na
República Popular da China.
A vacina chinesa segue o
tradicional modelo de emprego de vírus inteiro inativado. Os resultados
preliminares dos estudos de fase I e II foram publicados na quinta-feira (13),
em uma das mais importantes revistas médicas do mundo, a JAMA. De acordo com os estudos, essa vacina
Covid-19 inativada teve uma baixa taxa de reações adversas e demonstrou ser
capaz de gerar imunogenicidade.
A expectativa
para o projeto a ser desenvolvido no Brasil é de incluir 9 mil participantes na
pesquisa, distribuídos nos estados do nordeste, sendo 3 mil para a vacina A, 3
mil para a vacina B e 3 mil no grupo placebo. A previsão é que se tenha uma
vacina pronta para o público antes do fim deste ano.
As autoridades
chinesas estão ansiosas para mostrar que podem ajudar o mundo a superar uma
pandemia que infectou milhões. Ser o primeiro a emplacar uma vacina global ajudaria
muito nesse objetivo. Para a Bahia e para o Nordeste, ao mesmo tempo em que se
busca reavivar a confiança e reativar a economia doméstica, o acesso
preferencial à vacina chinesa poderá antecipar a redução do número de óbitos na
população de risco e acelerar a retomada econômica.

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