Fonte: Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Com
safra recorde de grãos e aumento nas exportações, o agronegócio brasileiro foi
essencial para segurar a atividade econômica durante a pandemia do novo coronavírus,
disse hoje (14) a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Em
entrevista ao programa A Voz do Brasil, programa da Empresa
Brasil de Comunicação (EBC), ela destacou a safra recorde deste ano e o Plano
Safra como elementos que fizeram o setor crescer, enquanto o restante da
economia sofria nos últimos meses.![]()
![]()
“O
agronegócio foi o motor da economia e conseguiu não deixar nosso PIB [Produto
Interno Bruto] cair [mais que o previsto]. Foi gerador de riquezas para o
mercado interno, para as exportações e para o emprego. O agro brasileiro não
deixou de empregar. Alguns setores até aumentaram o emprego durante este
período difícil da pandemia”, ressaltou a ministra.
Tereza
Cristina atribuiu a safra recorde de grãos 2019/2020, estimada em 253 milhões
de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ao investimento
em pesquisa e desenvolvimento e à boa chuva na maior parte dos estados no
início do ano. Segundo ela, a articulação com o Ministério da Infraestrutura,
no início da pandemia, foi essencial para impedir problemas de logística e
evitar desabastecimentos.
“Nós
precisávamos organizar o abastecimento do nosso mercado interno e também não
descumprir os contratos internacionais. O ministro Tarcísio [de Freitas], da
Infraestrutura, foi fundamental porque a colheita não pode esperar. O produto
precisa ser colhido naquele momento e tivemos um problema de logística e de
cuidado com as pessoas nessa pandemia. Montamos um grupo, fizemos um
planejamento e, até agora, tudo tem dado certo”, declarou.
Exportações
A
ministra ressaltou que as exportações do agronegócio cresceram 10% no primeiro
semestre (em relação aos seis primeiros meses de 2019) e totalizaram US$ 61
bilhões. “O Brasil é o celeiro do mundo. Alimentamos nossos 212 milhões de
habitantes e exportamos para alimentar mais de 1 bilhão de pessoas no mundo”,
declarou.
Para
Tereza Cristina, a abertura de novos mercados foi imprescindível para manter o
crescimento das vendas externas e diversificar a pauta, reduzindo a dependência
da soja e das carnes. Segundo ela, o Brasil passou a exportar alimentos para 51
novos mercados apenas em 2020 como resultado de negociações com parceiros
comerciais. Desde 2019, 89 novos mercados foram abertos para o agronegócio
brasileiro.
Entre
os produtos que passaram a ser exportados, estão laticínios (queijo, iogurte e
leite em pó) para a China, castanha de baru e chá-mate para a Coreia do Sul,
peixes para a Argentina, castanha para a Arábia Saudita e gergelim para a
Índia.
Outro
fator que, segundo a ministra, deve impulsionar as exportações brasileiras é o
reconhecimento de quatro estados – Acre, Paraná, Rio Grande do Sul e Rondônia-
e de regiões do Amazonas e do Mato Grosso como áreas livres de febre aftosa sem
vacinação. Ela explicou que, em maio, a Organização Mundial de Saúde Animal
(OIE) deverá ratificar a decisão do Ministério da Agricultura, o que liberará a
carne bovina desses estados para exportações sem vacinação, valorizando o
produto brasileiro no mercado internacional.
Plano
Safra
Em
relação à safra de 2020/2021, que começa a ser plantada neste semestre, a
ministra ressaltou que o Plano Safra deste ano destina R$ 236 bilhões em
crédito subsidiado para os produtores rurais. Segundo Tereza Cristina, neste
ano, o plano privilegia os pequenos e médios produtores, que tradicionalmente
têm mais dificuldade de acesso ao crédito, e projetos de sustentabilidade e de
tecnologia da informação no campo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário