Fonte: Luciano Nascimento - Agência Brasil
Após o volume
maior de chuvas registrado em março, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico
se reúne para avaliar as condições do suprimento energético no país. O calor
intenso no início do ano, especialmente em janeiro, levou o comitê, responsável
pelo monitoramento das condições de abastecimento e pelo atendimento ao mercado
de energia, a acionar usinas termelétricas para evitar queda maior no
nível dos reservatórios das hidrelétricas.
As termelétricas, que têm
maior custo de operação, foram desligadas no fim de fevereiro, com o
aumento no volume de chuva. Havia a expectativa de que um acionamento mais
duradouro pudesse causar impacto na fixação da bandeira tarifária em abril.
A Agência Nacional de Energia Elétrica
(Aneel) manteve a bandeira tarifária na cor verde, sem custo para os
consumidores, para o mês de abril. A bandeira verde está em vigor desde janeiro
deste ano.
De acordo com a agência reguladora,
abril é um mês de transição entre as estações úmida e seca nas principais
bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN). A agência informou
que a previsão hidrológica para o mês indica a tendência, verificada em março,
de recuperação do nível dos reservatórios. "Essa conjuntura favorável
aponta para a manutenção da produção hidrelétrica e do nível de risco
hidrológico (GSF) em patamares condizentes com o perfil de bandeira
verde", disse a Aneel.
Mesmo com a manutenção, a Aneel estuda
reajustar o preço das bandeiras tarifárias amarela e vermelha, nos patamares 1
e 2. A iniciativa consta de proposta de consulta pública, anunciada em
fevereiro pela agência e encerrada segunda-feira (1º).
O
sistema de bandeiras tarifárias foi criado, segundo a agência, para sinalizar
aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. A adoção de
cada bandeira, nas cores verde (sem cobrança extra), amarela e vermelha
(patamar 1 e 2), está relacionada aos custos da geração de energia elétrica.
Na
amarela há o acréscimo de R$ 1 a cada 100 kWh (quilowatts-hora). Na vermelha no
patamar 1, o adicional nas contas de luz é de R$ 3,00 a cada 100 kwh; já no 2,
o valor extra sobe para R$ 5,00.
Pela
proposta, os custos adicionais com as bandeiras tarifárias serão reajustados
entre maio deste ano e abril de 2020. Com isso, o adicional da bandeira amarela
pode passar de R$ 1,00 para R$ 1,50, de R$ 3,00 para R$ 3,50 na vermelha
patamar 1 e de R$ 5,00 para R$ 6,00 no patamar 2. Os valores propostos pela
área técnica da Aneel ainda podem ser alterados.
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