Texto: Murilo Souza/ Câmara dos Deputados
Foto: J. Batista / Câmara dos Deputados
O presidente da República, Jair Bolsonaro, entregou nesta
quarta-feira (2) ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o projeto
de lei que promove mudanças no sistema de Previdência dos militares. A chegada
do projeto ocorre no prazo limite previsto pelo governo e atende à condição
imposta por líderes partidários para destravar a análise da reforma da
Previdência dos servidores civis (PEC 6/19) na Comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Proposta do governo para militares representa impacto líquido de
R$ 10,45 bilhões em dez anos.
Bolsonaro fez um apelo ao presidente da Câmara por rapidez
na tramitação das reformas de civis e militares. “Humildemente, faço um apelo a
vocês, para que essas propostas, no máximo no meio do ano, cheguem a um ponto
final e nós possamos sinalizar que o Brasil está mudando”, disse.
Ao
comentar um ajuste na previdência dos militares das Forças Armadas em 2000, por
meio de medida provisória, o presidente da República disse que seria
desigual fazer novos ajustes sem reestruturar as carreiras. “Se os senhores
buscarem essa medida provisória e juntarem com o que chegou aqui agora, em
relação a aumento de tempo de serviço e de contribuição, vocês terão certeza de
que a reforma é mais profunda do que a dos civis”, acrescentou.
Rodrigo
Maia também defendeu a reestruturação das carreiras dos militares como forma de
equilibrar as perdas acumuladas na comparação com servidores civis. “Durante
esses anos todos, as carreiras civis dos três poderes foram sendo beneficiadas
pela aproximação do piso e do teto, pela criação de estruturas extra-salariais
para civis e hoje temos uma estrutura em que um general quatro estrelas recebe
o mesmo que um consultor legislativo em começo de carreira”, disse Maia.
Maia se
comprometeu a encaminhar as matérias e sugeriu a participação efetiva do
governo e de líderes da base governista no processo de convencimento. “Nós
temos que mostrar aos parlamentares que não tem uma cabeça liberal na economia
que é essa agenda que vai nos reaproximar da sociedade brasileira, que vai
acabar com o divórcio da política com a sociedade, quando o estado puder voltar
a investir e voltar a gerar empregos e qualidade de serviço em áreas
fundamentais, como saúde e educação”.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, por sua vez, explicou que a reestruturação das carreiras era uma demanda antiga e que iria acontecer de qualquer maneira, sendo apenas adiantada. “Por circunstâncias, a reestruturação está ocorrendo ao mesmo tempo, mas, se olharmos pelo lado da contribuição para a Previdência, estamos chegando a dezenas de bilhões de ajustamento, de esforço que a categoria está fazendo”, disse Guedes.

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