Texto: Gabriela Lara
/Agência Estado
A taxa de desemprego no
conjunto das seis regiões metropolitanas onde a Fundação Seade e o Dieese
realiza a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) subiu de 10,3% em fevereiro
para 11,0% em março. De acordo com o levantamento, o nível de ocupação nas regiões
caiu 0,7%, com eliminação de 137 mil postos de trabalho.
Segundo a Seade e o Dieese,
o nível de ocupação diminuiu em Porto Alegre (1,5%), Fortaleza (1,3%), Recife
(1,2%), Belo Horizonte (0,9%) e São Paulo (0,5%). Em Salvador, o nível de
ocupação apresentou relativa estabilidade, ficando 0,2%.
Entre os setores avaliados,
em março houve retração do nível ocupacional na Indústria de Transformação, que
eliminou 88 mil postos de trabalho (uma queda de 3,1%); na Construção, com
redução de 26,7 mil vagas (queda de 1,7%); e no Comércio e Reparação de
Veículos Automotores e Motocicletas, que eliminou 24 mil postos (queda de
0,7%). O setor de Serviços permaneceu estável.
O rendimento médio real dos
ocupados nas seis regiões cresceu 0,8% em fevereiro de 2014 ante janeiro, para
R$ 1,689 mil. A renda média real dos assalariados subiu 0,7%, atingindo R$
1,710 mil.
São Paulo. A taxa de
desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) em março subiu para
11,5%, ante 10,6% em fevereiro. O nível de ocupação na RMSP diminuiu 0,5% e o
contingente de ocupados foi estimado em 9,70 milhões de pessoas. Em março, o
total de desempregados foi previsto em 1,26 milhão de pessoas, 105 mil a mais
do que em fevereiro.
Na análise setorial, a
indústria de transformação na região eliminou 37 mil postos de trabalho no mês
de março, o que equivale a uma queda 2,3%. No setor de Construção, houve
eliminação de 13 mil vagas (-1,8%%) e, no de Comércio e Reparação de Veículos
Automotores e Motocicletas, de 28 mil (-1,6%). Já no setor de Serviços, foram
gerados 32 mil postos de trabalho, uma alta de 0,6% com relação ao mês
anterior.
Renda. O rendimento médio
real dos ocupados na Região Metropolitana de São Paulo avançou 1,4% em
fevereiro de 2014, na comparação com janeiro, passando para R$ 1,883 mil. Já a
renda média real dos assalariados subiu 1,1% e atingiu R$ 1,886 mil.
Na comparação com fevereiro
de 2013, houve uma variação positiva de 3,7% no rendimento médio real dos
ocupados e de 2,8, no caso dos assalariados.
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