Texto: Daniel Lima/ Agência
Brasil
A arrecadação de impostos e
contribuições federais em janeiro de 2014 registrou número recorde em
comparação à receita obtida em qualquer mês da história : alcançou R$ 123,667
bilhões, contra R$ 122,548 bilhões de janeiro do ano passado (já corrigido pela
inflação), segundo informou a Receita Federal. A receita representa uma
sinalização de que o governo está consolidando os alicerces da economia para
alcançar o superávit primário (poupança necessária para o pagamento de juros da
dívida pública) de 1,91% do Produto Interno Bruto (PIB) anunciado para este
ano.
Em teleconferência com
jornalistas estrangeiros e analistas financeiros internacionais, o ministro da
Fazenda, Guido
Mantega, já havia antecipado que o governo não vai descuidar do esforço
fiscal em 2014 . “Não está previsto aumento de tributos, embora isso possa
ocorrer. Vai ser uma espécie de reserva que temos, se for necessário, para
melhorar a arrecadação”, declarou o ministro.
O estabelecimento de um
reforço na arrecadação busca garantir uma receita capaz de atender às
necessidades do país, embora não haja previsão para este de um leilão do
pré-sal, como ocorreu no ano passado, que permitiu a arrecadação extra de R$ 15
bilhões. Também não está prevista, até o momento, a reabertura do Refis, um
programa do governo que abre – por meio de redução de juros - uma janela de
oportunidade para os devedores de impostos do governo.
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