quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

269 anos de Fé ao Senhor do Bonfim


Informações: Adailton Franco/ A TARDE
Foto: Raul Spinassé/ Agência A TARDE

Acontece nesta quinta-feira, 16/01, a tradicional festa católica baiana (Festa do Bonfim) que foi elevada à condição de Patrimônio Imaterial do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na manhã desta quarta-feira, 15.

A cerimônia de nomeação foi realizada na Basílica de Nosso Senhor do Bonfim, na Cidade Baixa, após missa de ação de graças celebrada, às 9h, pelo bispo auxiliar da Arquidiocese do Salvador, dom Marco Eugênio, que recebeu o título das mãos da ministra da Cultura, Marta Suplicy.

A Festa do Bonfim, que completa 269 anos, é promovida pela igreja católica no segundo domingo de janeiro, após a epifania (Festa de Reis), realizada sempre no dia 6 de janeiro.
A data foi fixada por meio de Bula Papal, a pedido da devoção que organiza a festa na Cidade Baixa.

Na quarta, durante a solenidade, o reitor do templo, padre Edson Menezes, discorreu sobre a história que deu origem à Festa do Bonfim.

Segundo a ministra Suplicy, além do reconhecimento pelo Iphan, órgão responsável pelo tombamento da igreja em 1938, o título de Patrimônio Imaterial Nacional recebido pela Festa é uma garantia de que a manifestação cultural será preservada.

"Essa festa é exemplo para a democracia, com a participação do povo na luta contra a discriminação", discursou a ministra, que participa hoje da caminhada da Lavagem.
"É uma força da cultura, que permanece, se fortalece e se recria de maneira enriquecedora", completou.

O governador Jaques Wagner comemorou o terceiro tombamento durante os últimos sete anos de su governo. Além da Festa do Bonfim, o Iphan já havia reconhecido como patrimônios os afoxés e a capoeira da Bahia.

"Quando o Governo Federal faz o reconhecimento, há uma valorização da festa, que é carregada de importância e significados para as manifestações culturais do país", avaliou. "Como governador, fico muito feliz em participar desse momento de celebração à festa do povo", acrescentou.

Para o prefeito de Salvador ACM Neto, o tombamento da festa faz jus ao protagonismo que a Bahia exerceu no passado para o Brasil, tendo Salvador como a primeira capital nacional.

"Essa nomeação é merecida, porque Salvador é o berço da religiosidade e da cultura nacionais", disse o prefeito.

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