Fotos: ACM
Numa sessão bastante
concorrida, a Comissão Especial de Assuntos Territoriais e
Emancipação da
Assembléia Legislativa da Bahia protocolou, no início da tarde desta
quarta-feira, 30, a contestação técnica apresentada pelo prefeito José Ronaldo
de Carvalho contra a proposta preliminar da SEI (Superintendência de Estudos
Econômicos e Sociais da Bahia), autarquia vinculada à Seplan (Secretaria do
Planejamento) que incorporou grande parte da área urbana de Feira de Santana ao
município de São Gonçalo dos Campos.
Convidado pelo deputado
Agenor Bonfim (PTB), presidente do colegiado, a compor a mesa, José Ronaldo
discorreu sobre o relacionamento harmoniosa que historicamente Feira de Santana
mantém com os municípios que tem limites, ressaltando o clima pacífico e de
colaboração que o povo feirense acolhe a todos, mas enfatizando, porém, que
Feira não abre mão de defender democraticamente os seus interesses, que estão
sendo usurpados. “Vamos lutar até as últimas conseqüências, como fazemos há 180
anos”.
O incidente político entre
Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos se deu pela pretensão da
administração sangonçalense em anexar uma área onde está sendo implantado um
centro de distribuição da empresa O Boticário. Segundo o secretário de
Planejamento de Feira de Santana, Carlos Brito, a decisão da SEI se baseia em
registros de propriedade de cartório de São Gonçalo e de relatos de moradores.
Após os pronunciamentos de
lideranças políticas locais, o deputado Agenor Bonfim ratificou o compromisso
da Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação em atuar de forma
isenta e obedecendo ao consenso para apreciar os dossiês apresentados pelas
partes litigantes para votar a matéria sob critérios técnicos e não políticos,
conforme fora questionado.
Além das presenças dos
deputados Colbert Martins da Silva (PMDB) e Carlos Geilson (PPB), Feira de
Santana esteve representada por 14 vereadores de várias colorações ideológicas
com assento na Câmara Municipal, bem como membros de segmentos significativos
da sociedade, a exemplo do presidente da Associação Comercial, Marcelo
Alexandrino, Adalto Franco, da CDL (Clube de Dirigentes Lojistas) e Mário César
Carvalho, vice-presidente do CIFS (Centro das Indústrias de Feira de
Santana).
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