Fonte:
Vinícius Lisboa/Agência Brasil
Foto:
Sumaia Vilela/ Agência Brasil
Um estudo para o
desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19 pelo Instituto René Rachou
(Fiocruz Minas) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) concluiu,
com "resultados bastante animadores", a etapa de prova de conceito,
informou ontem (12) a Agência Fiocruz. Tal etapa faz parte dos estudos pré-clínicos,
em laboratório, e indica se a vacina tem potencial para produzir resposta imune
e proteção contra a doença.![]()
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Cientistas do Instituto
Nacional de Ciência e Tecnologia em Vacinas (INCTV) da Fiocruz Minas e do
Centro de Tecnologia em Vacinas da UFMG trabalham no desenvolvimento deste
imunizante, desde março de 2020. Segundo os pesquisadores, a vacina não apenas
protegeu os camundongos usados na prova de conceito, como também evitou
qualquer manifestação clínica da doença.
A pesquisa agora seguirá nos
estudos pré-clínicos, com testes em macacos, considerados fundamentais para que
se possa avançar em direção aos testes clínicos, em humanos. Nos primatas
não-humanos, os pesquisadores vão investigar se a resposta imune causada pela
vacina tem capacidade de produzir anticorpos contra o novo coronavírus.
O início dos testes em
humanos pode ocorrer ainda neste ano, segundo os pesquisadores responsáveis
pelo estudo. Porém, essa etapa requer a produção de um lote piloto da vacina
dentro de rigorosos critérios de boas práticas e controle de qualidade, o que
exigirá maior volume de recursos financeiros.
O pesquisador Ricardo
Gazzinelli, coordenador do INCTV, explica que a plataforma tecnológica usada na
vacina consiste na combinação de duas proteínas, entre elas a proteína S,
utilizada pelo novo coronavírus para invadir as células do hospedeiro. Essas
proteínas são combinadas em uma proteína "quimera", que obteve os
resultados positivos na prova de conceito.

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