Fonte: Wellton Máximo/Agência Brasil
Investimentos de estatais e
obras de conservação e recuperação de rodovias poderão ser executadas em 2022,
mesmo que haja atraso na aprovação do Orçamento. A novidade consta do projeto
da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) do próximo ano,
enviado hoje (15) ao Congresso Nacional.![]()
![]()
Tradicionalmente, o
Orçamento obedece à regra do duodécimo caso inicie um ano sem ser sancionado.
Cada despesa discricionária (não obrigatória) fica limitada a 1/12 da verba
prevista para este ano a cada mês de atraso. Investimentos em execução ficam
liberados, desde que sejam executados com restos a pagar (verbas de anos
anteriores). Os pagamentos obrigatórios, como benefícios sociais e salários,
não são afetados.
Gastos como financiamento
estudantil, defesa civil, eleições e aplicação mínima em saúde também ficam
liberados caso o Orçamento atrase. O Executivo, no entanto, tem a liberdade de
restringir ainda mais os gastos não obrigatórios nessas situações.
Em 2021, os gastos correntes
estão limitados a 1/18 a cada mês de atraso na sanção - corte de um terço em relação ao valor
originalmente previsto.
Novo
limite
No projeto
enviado hoje, o Ministério da Economia propões que investimento de
estatais, e recuperação de rodovias possam prosseguir enquanto o orçamento não
é aprovado. O mesmo ocorrerá para a continuidade de investimentos, “mesmo que
em pequeno percentual.”
Além do limite de 1/12, o
texto autoriza a execução de 1/24 por mês do valor das despesas de capital,
como obras e compras de máquinas, equipamentos e imóveis. Segundo o secretário
de Orçamento Federal, George Soares, a demora na aprovação e na sanção do
Orçamento criou problemas para o governo. “Quando gastos para a manutenção da
malha rodoviária são bloqueados, as estradas acabam se deteriorando, acaba
tendo um prejuízo maior para a execução futura”, declarou.
Outros
anos
De acordo com Soares, a
ampliação da regra do duodécimo foi proposta pelo governo em outros anos, mas
sempre foi rejeitada pelo Congresso. Ele ressaltou que o critério para decidir
os investimentos a não serem beneficiados baseiam-se nas obras em andamento e
na manutenção da malha rodoviária. “Não podemos ter perda de recursos
por paralisação de obra, fechamento de canteiro”, afirmou.
Segundo o secretário de
Orçamento Federal, o governo quer evitar situações como as deste ano, em que o
Orçamento só foi aprovado no fim de março e tem apenas uma semana para ser
sancionado. Ele disse que os restos a pagar são suficientes, na maioria dos
casos, para cobrir apenas um mês de atraso na sanção do Orçamento. “Acima
disso, o governo começa a ter problemas”, destacou.
Como o orçamento de 2021
ainda não foi sancionado, o Ministério da Economia não respondeu a perguntas
sobre questões relativas a este ano. A pasta não se pronunciou sobre as
negociações entre a equipe econômica e o Congresso em torno do veto parcial a
emendas parlamentares nem sobre a diferença de R$ 107 bilhões entre o teto de gastos
neste ano e no próximo ano.
Nenhum comentário:
Postar um comentário