Fonte: ASCOM/ALBA
Em audiência pública
realizada no âmbito da Comissão de Finanças, Orçamento e Controle da Assembleia
Legislativa da Bahia (ALBA), o secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório,
apresentou o balanço do 3º quadrimestre de 2020 das contas públicas do Governo
do Estado. No encontro virtual, realizado na manhã desta terça-feira (16),
Vitório afirmou que no período, apesar da pandemia da Covid-19, a Bahia manteve
o equilíbrio fiscal, evidenciado a partir da relação entre receita e despesa
pública.
Conforme ressaltou o titular
da pasta, a despesa total do Estado no acumulado de janeiro a dezembro de 2020
foi de pouco mais de R$ 49 bilhões, o equivalente a 88% do que havia sido
estimado para o período. Do total, 46,87% foram executados com despesa de
pessoal e encargos sociais; 6,66% com investimentos e inversões financeiras.
5,12% com despesas intra-orçamentárias, 3,00% com o pagamento da dívida
pública, e 38,34% com outras despesas correntes. No mesmo período, segundo o
secretário da Fazenda, a receita totalizou R$ 51,1 bilhões sendo o ICMS a maior
fonte arrecadatória, correspondendo a mais de 80% da arrecadação tributária.
Liderando o encontro, o
presidente do colegiado, deputado Robinho (PP), comemorou os números
apresentados. Para o progressista, os dados foram positivos, sobretudo, quando
levado em consideração o contexto de pandemia.“Os baianos e a Bahia agradecem o
equilíbrio das contas, e eu desejo que continue assim”, disse.
Ainda conforme a
apresentação do secretário da Fazenda, a Bahia ocupa a segunda posição do
ranking entre os Estados no que se refere aos investimentos. De 2015 até 2020,
foram investidos mais de R$ 14 bilhões, perdendo apenas para o Estado de São
Paulo no citado quesito. Outro ponto que chamou a atenção dos parlamentares no
encontro foi a capacidade de endividamento do Estado. Segundo explicou Manoel
Vitório, o valor da dívida baiana é pouco acima de R$ 21 bilhões, no entanto, a
lei permite que o endividamento estatal seja de até duas vezes o valor da
receita líquida, que corresponde atualmente a mais de R$ 37 bilhões.
“Nós temos o controle do endividamento, apesar das intempéries. Estamos aptos
para realizarmos a operação de crédito apresentada pelo Executivo. Precisamos.
Não é só o equilíbrio fiscal que é importante. Ele é importante, mas não é o
bastante para o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida da
população”, afirmou Vitório.
Na tarde da última
segunda-feira (15), também em encontro virtual, o plenário da ALBA aprovou o
requerimento de urgência do novo pedido de empréstimo feito pelo Governo do
Estado, no valor de R$ 1,5 bilhão, junto ao Banco do Brasil (BB). A nova
operação de crédito será votada em plenário nesta quarta-feira (17).
Presente na audiência
pública desta terça (16), o deputado Rosemberg Pinto (PT), líder da bancada da
maioria na Assembleia, aproveitou a apresentação realizada pelo secretário da
Fazenda do Estado para sensibilizar os colegas de Parlamento quanto a
importância de aprovação do empréstimo requerido pelo Poder Executivo.
“Dá um conforto para todos
nós votarmos o empréstimo na próxima quinta-feira. Essa não é uma política de
governo, é uma política de Estado. Queremos garantir a compra de vacinas, criar
alternativas para gerar desenvolvimento e renda para essa população, que às
vezes está sem trabalhar. Gostaria muito que nós tivéssemos o apoio de todos os
63 deputados, porque é fundamental a aprovação desse projeto para o
desenvolvimento do Estado”, afirmou Rosemberg.
Manoel Vitório ainda sanou
as dúvidas e os questionamentos dos parlamentares - a exemplo do deputado
Luciano Simões Filho (DEM) que perguntou acerca de uma suposta queda da
arrecadação; se as despesas com Saúde e Segurança Pública haviam sido
realizadas mediante recursos extraordinários oriundos da União; e qual seria a
relevância do ICMS da mineração como receita pública. A última pergunta motivou
o deputado Zé Raimundo (PT) a propor um debate futuro acerca da tributação
mineratória baiana. O deputado Tiago Correia (PSDB), por sua vez, questionou se
o Governo do Estado teria planejado alguma medida para o amparo do setor
produtivo. Como resposta, o secretário da Fazenda, em respeito à hierarquia,
evitou entrar em detalhes sobre o acolhimento dos produtores.
“O nosso esforço principal é
para socorrer aquelas pessoas que estão completamente desamparadas. Mas medidas
econômicas de incentivo a alguns setores produtivos foram pensadas e devem ser
anunciadas pelo próprio governador Rui Costa”, respondeu.
Além dos já citados,
participaram do encontro os deputados Bobô (PC do B), Diego Coronel (PSD),
Fabrício Falcão (PC do B), Marcelino Galo (PT), Maria del Carmen (PT) e Paulo
Rangel (PT).

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