Foto:
Tácio Santos/GOVBA
Foto:
Alberto Maraux/SSP
A partir das 17h de sexta-feira (26)
até as 5h da segunda-feira (1º), ficam suspensas todas as atividades que não
estejam relacionadas à saúde pública, alimentação e segurança em toda a Bahia.
A medida terá início gradual às 17h de sexta, com o fechamento do comércio de
rua. Às 18h, bares e restaurantes com atendimento presencial devem fechar e, às
19h, os shoppings, galerias e demais centros comerciais.
Essa diferença de horário serve para
escalonar o uso do transporte público e evitar aglomerações nos veículos. Os
estabelecimentos deverão encerrar suas atividades com até 30 minutos de
antecedência, de modo a garantir o deslocamento de seus funcionários às suas
residências.
Serviços de alimentação por delivery
poderão funcionar até meia-noite. Mercados e padarias poderão funcionar até as
20h. As feiras livres também poderão funcionar, desde que em local aberto e com
distanciamento entre as barracas. Já a venda de bebidas alcoólicas está
proibida em qualquer estabelecimento comercial, inclusive supermercados e
delivery, a partir das 18h de sexta-feira.
Está restrita também a circulação
noturna de pessoas na rua em todo o estado, das 20h às 5h, de sexta-feira (26)
a segunda (1º). A exceção é para deslocamentos por motivos de saúde ou que
fique comprovada a urgência.
As medidas, que têm como objetivo
conter o acelerado avanço da pandemia de Covid-19, foram anunciadas nesta
quinta-feira (25) pelo governador Rui Costa em coletiva de imprensa virtual com
o prefeito da capital baiana, Bruno Reis, e o presidente da União dos
Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro. As novas determinações serão
publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (26).
Seguem suspensos também, até
segunda-feira (1º), eventos e atividades, independentemente do número de participantes
e horário, que envolvam aglomeração, como: cerimônias de casamento, atividades
religiosas, solenidades de formatura, bem como aulas em academias de dança e
ginástica. Também estão proibidas atividades esportivas coletivas amadoras, já
as práticas individuais estão permitidas desde que não gerem aglomerações.
Ainda segundo o decreto, podem
funcionar normalmente os terminais rodoviários, metroviários, aquaviários e
aeroviários; os serviços de limpeza pública e manutenção urbana; delivery de
farmácia e atividades profissionais de transporte de privado de passageiros.
Transporte
Ônibus metropolitanos e o metrô
deverão encerrar suas operações das 20h30 às 5h, de sexta (26) a segunda (1º).
Já o transporte aquaviário metropolitano (ferry-boat e lanchinhas) funciona até
a sexta (26), às 20h30, e retoma a operação somente na segunda (1º) a partir
das 5h; portanto, não funciona no sábado (27) e domingo (28). Os ônibus
intermunicipais poderão circular normalmente.
Estão autorizados os serviços
necessários ao funcionamento de indústrias, do setor eletroenergético e dos
centros de distribuição, bem como o deslocamento dos seus trabalhadores.
O novo decreto que será publicado
nesta sexta (26) determina ainda a suspensão, por sete dias, dos procedimentos
cirúrgicos eletivos não urgentes ou emergenciais, nas unidades de saúde
públicas e privadas de todo o estado.
“Apesar de toda ampliação de leitos
que já fizemos e ainda vamos fazer, o número de casos continua aumentando e
colocando pressão nas UPAs e hospitais. Se não contermos o crescimento do
vírus, irão faltar vagas para quem precisa, inclusive nos hospitais
particulares. Por isso nós decidimos conjuntamente fechar as atividades não
essenciais de qualquer natureza”, declarou Rui.
O governador informou que a Polícia Militar
atuará em conjunto com a Guarda Civil Municipal e fiscais das prefeituras para
conter aglomerações e desrespeito às medidas de restrição.
Vacina
Rui afirmou que continua buscando
vacinas para o estado, de forma independente do Governo Federal, com base na
medida do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou estados e municípios a comprar e a distribuir vacinas
contra a Covid-19, caso o Governo Federal não cumpra o Plano Nacional de
Imunização ou caso as doses previstas no documento sejam insuficientes.
“Sabemos que a única maneira de
vencermos o vírus é a vacinação de uma grande quantidade de pessoas. Por isso,
hoje [quinta, 25], eu tive uma reunião com o laboratório Pfizer e solicitei que
a Procuradoria Geral do Estado negocie os termos com a assessoria jurídica da
empresa. Amanhã [sexta, 26] terei uma nova reunião com o Fundo Soberano Russo e
vamos discutir a possibilidade de retomar as negociações iniciadas num momento
que ainda não tínhamos a decisão judicial que hoje temos. Também estamos em
contato com a Embaixada da China sobre a compra de duas outras vacinas que já
possuem autorização definitiva lá”, concluiu.

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