Fonte:
SECOM/PMFS
Foto: Wevilly Monteiro - SECOM/PMFS
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) acomete
entre 8 a 10% das pessoas com doença falciforme. Através do Doppler
Transcraniano é possível avaliar a velocidade do fluxo sanguíneo nas principais
artérias cerebrais, e reduzir de 40 para 10% as chances desses pacientes
desenvolverem a doença neurológica.
Em Feira de Santana, crianças com doença falciforme, entre 2 a
16 anos, podem realizar o exame de imagem gratuitamente pela Prefeitura,
através do Programa Municipal de Apoio à Pessoa com Doença Falciforme.
Quando identificada alguma alteração, o exame, que é realizado
anualmente, passa a ser feito em períodos mais curtos. "Podemos fazer
também uma transfusão crônica de hemácias, que reduz a chance de desenvolver a
doença”, explica o médico ultrassonografista, Roberto Margotti.
Anemia falciforme é uma doença hereditária (passa dos pais para
os filhos) caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue,
tornando-os parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Essas células têm
sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. A
hemoglobina, que transporta o oxigênio e dá a cor aos glóbulos vermelhos, é
essencial para a saúde de todos os órgãos do corpo.
Entre os sintomas, dores pelo corpo, úlceras de difícil
cicatrização, insuficiência renal aguda, alteração no baço e pode levar a um
Acidente Vascular Cerebral (AVC). Em crianças pode haver edemas nas mãos e pés.
O diagnóstico pode ser obtido nos primeiros meses de vida
através do teste do pezinho, ou exame laboratorial (eletroforese da hemoglobina).

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