Fonte:
Vitor Abdala/ Agência Brasil
Foto:
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O
percentual de famílias endividadas (com dívidas em atraso ou não) no país
chegou a 66,5% em janeiro deste ano, ficando acima das taxas de dezembro de
2020 (66,3%) e de janeiro daquele ano (65,3%). O dado é da Pesquisa Nacional de
Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada hoje (18), no Rio de
Janeiro, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
(CNC).![]()
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O percentual
de inadimplentes, ou seja, famílias com dívidas ou contas em atraso, chegou a
24,8%, abaixo dos 25,2% de dezembro, mas acima dos 23,8% de janeiro do ano
passado.
As
famílias que não terão condições de pagar suas contas somaram 10,9% do total,
abaixo dos 11,2% de dezembro, porém, acima dos 9,6% de janeiro de 2020.
“Com
o fim do auxílio [emergencial] e o atraso no calendário de vacinação, as
famílias de menor renda precisarão adotar maior rigor na organização do
orçamento. Essa conjuntura faz o crédito ter papel ainda mais importante na
recomposição da renda. É preciso seguir ampliando o acesso aos recursos com
custos mais baixos, mas também alongar os prazos de pagamento das dívidas para
manter a inadimplência sob controle”, disse a economista responsável pela
pesquisa, Izis Ferreira.
Cartões
de crédito
Segundo
a CNC, o percentual de dívidas com cartão de crédito entre o total de
endividados chegou a 80,5%, subindo para um patamar histórico.
Em
janeiro do ano passado, a taxa era de 79,8%. Outros principais motivos para
dívidas em janeiro deste ano foram: carnês (16,8%), financiamento de carro
(9,9%) e crédito pessoal (8,4%).
O
tempo médio com pagamento em atraso chegou a 63,3 dias e o tempo médio de
comprometimento com dívidas ficou em 6,9 meses,
disse a CNC.

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