Foto: SDR
Depois de ter
estado fora do Mapa Mundial da Fome em 2014 (segundo a Organização das Nações
Unidas para Agricultura e Alimentação – FAO), o Brasil voltou a fazer parte
desse cenário. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
apontam que, no Brasil, há 10,3 milhões de pessoas em situação de insegurança
alimentar grave, trazendo importantes desafios para os governos.
Na Bahia, esse número
tem impacto forte no meio rural e, apesar desses dados, o Governo do Estado tem
atuado no combate à insegurança alimentar e nutricional e na inclusão
produtiva, por meio de projetos importantes como o Bahia Produtiva e o
Pró-Semiárido. Além de assegurarem a produção de alimentos para milhares de
baianos, as iniciativa promovem ações desde a assistência técnica até a
comercialização, passando pelas inovações tecnológicas, insumos específicos
adaptados a cada sistema produtivo e agregação de valor.
Somente
por meio desses projetos, estão sendo atendidas diretamente 55 mil famílias,
com ações de inclusão produtiva e geração de renda. Os investimentos já
aplicados ultrapassam R$ 980 milhões. Executados pela Companhia de
Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria
de Desenvolvimento Rural (SDR), o Bahia Produtiva tem cofinanciamento do Banco
Mundial, enquanto o Pró-Semiárido é cofinanciado pelo Fundo Internacional de
Desenvolvimento Agrícola (Fida).
De
acordo com o secretário de Desenvolvimento Rural, Josias Gomes, a Bahia tem
escolhido um caminho inverso ao do cenário nacional, ampliando e qualificando
ações que buscam tirar as pessoas da fome. “O destaque da atuação do Governo da
Bahia está na atuação na base, para organizar a produção, melhorando o rebanho,
organizando a produção de sementes, melhorando o manejo de solo, permitindo
maior mecanização com tratores, o que resultou no aumento da produtividade e da
produção dos agricultores. Esse é o caminho que nós estamos seguindo e não
vamos abrir mão dele.”
São
ações que visam conciliar o incentivo ou incremento da produção de alimentos
saudáveis com outras políticas públicas já em curso, como crédito rural,
assistência técnica, aquisições públicas, implantação de tecnologias sociais de
captação e armazenamento de água, dentre outras, permitindo o alcance mais
rápido dos resultados esperados, diminuição dos custos e o impacto efetivo
imediato na vida dos agricultores familiares, comunidades tradicionais e dos
municípios baianos.
Aumento
da renda média das famílias
Estudo interno de
Avaliação Intermediária de resultados alcançados, pela CAR, indica que, no
Bahia Produtiva, a renda média liquida mensal por família, que era de R$
941,13, em 2016, aumentou para R$ 1.164,51 (2020). As famílias assistidas pelo
projeto Pró-Semiárido também apresentaram aumento na renda, que passou de R$
1.335,00 (2016), para R$ 1.534,27 (2020).
Um bom exemplo do
resultado dessa avaliação é a Cooperativa dos Produtores Rurais da Chapada
Diamantina (Coopchapada), localizada no município de Ibicoara, que registrou
uma renda média líquida mensal de R$ 3.440,88, para cada uma das 68 famílias
cooperadas. Na Cooperativa Agroindustrial Vale do Paraiso (Cooperparaiso), no
município de Sobradinho, onde 65 famílias produzem acerola orgânica verde para exportação,
a renda líquida mensal de cada família foi de R$ 2.727,66.
O
diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, prevê que os resultados serão ainda
mais expressivos quando os investimentos maturarem. “O acréscimo total de renda
anual líquida das 55 mil famílias será de R$ 441,0 milhões, a partir de 2022.
Esses recursos serão injetados na economia baiana, cuja maior densidade vão
direto para o consumo de alimentos e bens de primeira necessidade, elevando a
condição de vida dessas famílias e multiplicando seus efeitos para a
sociedade”.
Parceria
com a Seplan
Um
estudo mais detalhado do resultado dos projetos está sendo realizado pela
Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais (SEI), vinculada à Secretaria
de Planejamento (Seplan). Os resultados estão disponíveis no próximo mês de
junho.
“Na
contramão do Governo Federal, que excluiu 12.706 famílias baianas, entre
dezembro de 2020 e fevereiro de 2021, do Programa Bolsa Família, o Governo da
Bahia vem ampliando programas de inclusão de renda com foco na melhoria da
qualidade de vida das pessoas”, destaca o secretário estadual do Planejamento,
Walter Pinheiro.
As
ações integram a estratégia ‘Parceria Mais Forte, Juntos para Alimentar a
Bahia’, executada pela SDR para assegurar o desenvolvimento rural do estado,
com iniciativas estruturantes que fortalecem a agricultura familiar nos 27
Territórios de Identidade, contando com a parceria de prefeituras municipais,
consórcios públicos, entidades sem fins lucrativos e inciativa privada.

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