Fonte: Pedro Rafael Vilela e
Jonas Valente/Agência Brasil
O Ministério da Saúde
informou nesta quarta-feira (13), durante coletiva de imprensa, que a vacinação
contra a covid-19 deverá começar simultaneamente em todos os estados do país.
Segundo o secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, os imunizantes devem ser
distribuídos assim que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
validar o uso emergencial.![]()
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A reunião da Anvisa que vai bater o martelo sobre os
pedidos do Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac,
e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceira com o consórcio
Astrazeneca/Oxford, será realizada no próximo domingo (17).
"É uma diretriz e nós
iremos iniciar a vacinação simultaneamente nos 26 estados e no Distrito
Federal. Então, não vai começar por um estado, ela começará em todos os estados
ao mesmo tempo. Isso dentro de uma gestão tripartite, uma vez que quem executa
a imunização é o município. É feita distribuição logística para os estados,
secretarias estaduais de saúde, e destas para as secretarias municipais e para
os postos de vacinação, até termos a capilaridade em nossos 38 mil postos de
vacinação", informou. De acordo com Franco, todos os 5.570 municípios
receberão doses de vacinas, começando pelas capitais.
"Estamos aguardando
ansiosamente autorização para uso emergencial e temporário das duas vacinas que
foram solicitadas, a do Instituto Butantan, vacina produzida pelo laboratório
Sinovac; e a da Fiocruz, vacina produzida pelo laboratório Astrazeneca em
consórcio com Univesidade de Oxford", destacou o
secretário-executivo.
As primeiras doses a serem
distribuídas são de vacinas importadas: seis milhões da CoronaVac (Sinovac/Instituto
Butantan) e dois milhões de doses da vacina da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz. Nos
próximos meses, por acordo de transferência de tecnologia, tanto a Fiocruz
quanto o Instituto Butantan vão produzir doses da vacina em território nacional
para dar continuidade ao plano nacional de imunização.
Questionado se o governo tem
uma data para iniciar a vacinação, o secretário-executivo disse que isso ainda
não foi definido.
Requisição de seringas
Élcio Franco também informou
que o governo federal fez uma nova requisição administrativa de 30 milhões de
seringas a empresas do setor, após uma reunião com representantes da Associação
Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos,
Hospitalares e de Laboratórios (Abimo).
"Nessa reunião com a
Abimo, ficou acertado que, por meio de requisição administrativa, eles poderiam
disponibilizar, até o final de janeiro, 30 milhões de seringas. Lembrando que o
tempo todo nossa preocupação foi em usar os excedentes preservando os contratos
[estoques] que haviam sido feitos com estados e municípios. Então, foi feita
mais uma requisição administrativa com 30 milhões de seringas de 3 mililitros
(ml), e mais 30 [milhões] de 1 ml", disse.
Na semana passada, após
reunião do presidente Jair Bolsonaro com os três principais fabricantes do
país, o governo já havia requisitado outros 30 milhões de seringas e agulhas.
Com as duas requisições administrativas, o governo afirma ter assegurado 60
milhões seringas, além dos estoques armazenados por estados e municípios. O
primeiro lote desta requisição deve ser entregue até o final de
janeiro.
Repasses
Durante a coletiva, o
secretário-executivo do Ministério da Saúde informou que desde o início da
pandemia a pasta habilitou 19.517 leitos de UTI e prorrogou outros 19.334.
Além disso, habilitou 1.914 leitos de suporte ventilatório. Elcio Franco disse
ainda que foram encaminhados mais de 306 milhões de Equipamentos de Proteção
Individual (EPIs) para as redes de saúde.
Em relação aos testes,
segundo a pasta, foram distribuídos 11,7 milhões de kits RT-PCR, tendo sido
realizados 8,6 milhões pela rede pública. Na rede privada, foram processados
6,4 milhões.
Pandemia
Desde o início da pandemia
no país, há 11 meses, os mortos em consequência do novo coronavírus somam
205.964 e o total de infectados soma 5,25 milhões de pessoas.
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