Fonte:
Alex Rodrigues/Agência Brasil
Foto:
Rovena Rosa/Agência Brasil
Preocupados com os níveis
dos estoques de sangue e de hemoderivados, hemocentros de diferentes regiões do
Brasil estão tentando sensibilizar a população para a importância da doação de
sangue.![]()
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A habitual preocupação com
os estoques, principalmente durante o período de festas de fim de ano e férias
de verão, este ano foi potencializada pelas mudanças comportamentais impostas
pela pandemia da covid-19, que afastou muitos doadores ao longo do ano passado.
O Ministério da Saúde ainda
não tem os números consolidados, mas estima que, em 2020, o medo da doença que,
no Brasil, matou 197,7 mil pessoas até essa terça-feira (5), pode ter
causado uma diminuição da ordem de 15% a 20% no total de doações de sangue em
comparação a 2019.
No Rio de Janeiro, mesmo com
todos os esforços e campanhas para atrair novos voluntários, o HemoRio
(Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti) contabilizou
uma queda de 4,4% no número de bolsas de sangue coletadas: foram cerca de
78.400 unidades, em 2020, contra aproximadamente 82 mil bolsas, em 2019.
Segundo o Ministério da
Saúde, não houve registros de desabastecimento ao longo de 2020. Fato que,
segundo representantes de hemocentros consultados pela Agência Brasil,
pode ter ocorrido devido à adoção de medidas preventivas, como a suspensão
temporária de cirurgias eletivas. Mesmo assim, houve situações em que o
ministério precisou acionar o plano nacional de contingência e transferir
milhares de bolsas de sangue de unidades da Federação em situação mais folgada
para outras onde o nível dos estoques era considerado crítico.
“O principal risco deste
cenário seria um possível desabastecimento de sangue e o consequente
comprometimento da assistência”, informou o ministério em nota enviada à Agência
Brasil. O desabastecimento colocaria em risco a vida de pessoas que precisam
receber transfusão de sangue ao serem submetidas a tratamentos, cirurgias e
procedimentos médicos complexos, ou que tratam os efeitos de anemias crônicas,
complicações da dengue, da febre amarela ou de câncer.
Na nota que enviou à
reportagem, o ministério também garantiu que está acompanhando a situação nos
maiores hemocentros estaduais para, se necessário, adotar as medidas que
minimizem “o impacto de eventuais desabastecimentos de sangue”.
“Através das ações e
providências já tomadas pelo ministério, junto com as ações locais realizadas
pelos estados, como a mobilização e sensibilização de doadores e estratégias
para a redução do consumo de sangue, a situação tem se mantido estável”,
garantiu a pasta – que afirma ter investido, em 2020, R$ 1,680 milhão em
projetos de ampliação, reforma e qualificação da rede de sangue e
hemoderivados, além da compra de medicamentos e equipamentos. Em 2019, foram
investidos R$ 1,548 milhão.

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