Fonte: Camila Peres/GOVBA
Foto: Carlos Prates/GOVBA
O governador da Bahia, Rui Costa, está numa agenda propositiva frente aos impactos que o fechamento da montadora Ford impôs ao estado. Nesta terça-feira (19), em Brasília, ele esteve nas embaixadas da Índia, Coreia do Sul e do Japão para destacar a presença do parque automobilístico disponível, a força de trabalho com expertise no setor e a garantia de o Estado contribuir para que uma nova indústria se instale na Bahia.
Com o embaixador da Índia, Suresh K. Reddy, ele iniciou a corrida por
novas negociações, que abarquem tanto o setor automotivo quanto outros setores
potenciais. A Índia possui uma indústria automobilística de crescimento
exponencial, com destaque para a empresa Tata Motors, hoje dona da Jaguar e
Land Rover, e para a Mahindra, que já possui atividade no Brasil, em Porto
Alegre.
Rui abriu o encontro com um convite direto. “Queremos convidar as
fabricantes indianas para conhecer a área antes ocupada pela Ford para avaliar
a possibilidade de instalação num dos maiores parques existentes no Brasil,
inclusive com porto exclusivo”, disse o governador a Reddy, que respondeu ter
interesse de que companhias indianas estejam no Brasil e na Bahia, além de
querer iniciar parcerias no campo tecnológico, área que a Índia tem ampliado
investimentos, assim como a Bahia.
A conversa com o
embaixador do governo do Japão, Akira Yamada, seguiu o mesmo viés. A indústria
automotiva do país é composta por grandes empresas, a exemplo da Nissan, Toyota
e Honda.
Um
dos integrantes da comitiva de Rui Costa, o presidente da Fieb, Antônio Alban,
destacou o algo a mais que a Bahia pode propiciar para além de incentivo
fiscal. A capacidade de formação de mão de obra, o centro de tecnologia, que
está entre os maiores do Brasil. “Queremos propiciar junto à manufatura a
tecnologia embarcada”, pontuou Alban.
A
relação comercial também esteve sob a mesa de negociação com o embaixador da
Coreia do Sul, Kim Chan-Woo, que ficou impressionado com a estrutura do
Senai/Cimatec. O representante sul coreano assegurou difundir as informações com
o setor industrial de seu país. Ele citou o exemplo da Hyndai no Brasil e a
necessidade de uma menor burocratização para mais negócios com este país.
Ao
lado do governador, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari,
Júlio Bonfim, destacou a formação dos profissionais baianos que buscam
oportunidade, frente aos desligamentos da Ford. “As visitas às embaixadas
permitiram passar um pouco da qualificação técnica dos profissionais, formados
pelo Senai e escola técnica, e ainda apresentamos a amplitude do complexo
deixado pela Ford, o maior da América do Sul”.
Estiveram presentes em
todas as agendas, acompanhando o governador Rui Costa, o vice-governador, João
Leão; o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães; o
presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Antônio
Alban; o diretor de Tecnologia e Inovação do Senai Cimatec, Leone Peter
Andrade; o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Júlio Bonfim;
e o superintendente de Atração e Desenvolvimento de Negócios da Secretaria de
Desenvolvimento Econômico (SDE), Paulo Guimarães.

Nenhum comentário:
Postar um comentário