Fonte: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil -
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O
ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, confirmou nesta tarde
que a Polícia Federal (PF) está apurando a suspeita de vazamento de dados
pessoais de servidores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).![]()
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“O que
podemos dizer é que a PF está investigando. E o que já se sabe é que os dados
divulgados são antigos. E que o acesso a estes dados ocorreu antes de 23 de
outubro deste ano”, declarou o ministro ao apresentar, a jornalistas, em
Brasília, um balanço da atuação integrada de forças de segurança pública de
todo o país.
“A PF
está buscando o autor do acesso a estes dados antigos”, acrescentou Mendonça,
minimizando que haja alguma relação entre o vazamento das informações pessoais
dos servidores do TSE e a suspeita de um ataque cibernético ao sistema do
Superior Tribunal de Justiça (STJ), no início do mês.
“Até o
momento, não foi apontada nenhuma relação [entre os dois casos]. Logicamente,
não podemos descartar nenhuma possibilidade, mas não há, até aqui, nenhum
indicativo neste sentido”, comentou o ministro, garantindo que o vazamento não
afetou “a lisura do processo eleitoral”. “A PF tem trabalhado em sintonia com
toda a área de segurança e tecnologia do TSE, e não há nenhum indicativo de
prejuízo ao pleito eleitoral.”
Ataque
cibernético
Mais
cedo, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, já tinha confirmado que um novo
ataque cibernético tentou derrubar hoje os sistemas da Justiça Eleitoral.
Segundo Barroso, a ação foi “neutralizada” sem maiores consequências.
“Houve
uma tentativa de ataque, hoje, com um grande volume de acessos simultaneamente.
Foi totalmente neutralizado pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelas operadoras
de telefonia. Portanto, sem qualquer repercussão sobre o processo de votação”,
disse Barroso sobre o mais recente ataque.
Da
mesma forma que Mendonça, Barroso descartou que o novo ataque esteja
relacionado com o vazamento de dados pessoais de funcionários da Corte. “Esse
vazamento [que resultou na divulgação indevida de informações pessoais de
funcionários do tribunal] não é produto de um ataque atual. É um ataque antigo
que ainda não fomos capazes de precisar quão antigo, se antigo de 10 dias ou
antigo de cinco anos”, disse Barroso, frisando que ataques como o deste domingo
“são bastante comuns” e não afeta o processo de votação.

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