Fonte: Vitor Abdala/Agência Brasil
Foto: Policia Federal
Policiais
federais cumprem hoje (19) dois mandados de prisão e seis de busca e
apreensão na operação Navegar é Preciso, a 72ª fase da operação Lava Jato.
Os alvos são suspeitos de envolvimento com um esquema de fraudes em licitações
e pagamento de propina a altos executivos da Transpetro, subsidiária da
Petrobras responsável pelo transporte de combustíveis por meio de navios e
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Os
mandados, expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná, estão
sendo cumpridos em Maceió, São Paulo e no Rio de Janeiro.
De
acordo com a Polícia Federal (PF), os crimes teriam sido praticados em
licitação e celebração de contrato de compra e venda de navios celebrados pela
Transpetro, com um estaleiro não identificado, no âmbito do Promef, o programa
federal para a reestruturação da indústria naval brasileira.
A
investigação encontrou indícios de que o estaleiro pagou propina a um executivo
da Transpetro à época (também não identificado pela PF), em troca de
favorecimento de sua empresa na licitação para a construção e fornecimento de
navios, em um valor global de mais de R$ 857 milhões.
A
escolha do estaleiro foi feita, segundo a PF, sem levar em consideração estudos
de consultorias que apontavam que a fabricante de navios não teria as condições
técnicas e financeiras adequadas para a construção das embarcações.
O
estaleiro ainda teria sido beneficiado com sucessivas prorrogações nos prazos
para a entrega dos navios e aditivos contratuais. O pagamento da propina ao
então executivo da Transpetro foi feito, de acordo com a PF, por meio de
um contrato falso de investimento em empresa estrangeira, que previa o
pagamento de uma multa de R$ 28 milhões, em caso de cancelamento do aporte.
O
contrato de falso investimento teria sido firmado entre empresa dos
executivos do estaleiro e uma ligada ao executivo da Transpetro. Os
pagamentos foram feitos por meio de várias transferências a contas
bancárias no exterior, em uma tentativa de lavar dinheiro e ocultar patrimônio.
O prejuízo para a Transpetro chegaria, em valores corrigidos, a R$ 611,2
milhões.
Em
nota, a Transpetro informou que “desde o princípio das investigações,
colabora com o Ministério Público Federal e encaminha todas as informações
pertinentes aos órgãos competentes. A companhia reitera que é vítima nesses
processos e presta todo apoio necessário às investigações da Operação Lava
Jato”.

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