Fonte:
Andreia Verdélio/Agência Brasil
Foto:
Marcello Casal Jr./ Agência Brasil
A
Justiça do Trabalho autorizou o retorno das aulas presenciais nas escolas da
rede privada do Distrito Federal. A juíza Adriana Sveiter, da 6ª Vara do
Trabalho de Brasília, revogou a liminar concedida no final de julho, em ação movida
pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que suspendeu a retomada das aulas,
prevista no Decreto 40.939/2020 do governo do DF.![]()
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No
início de julho, o governo distrital anunciou o cronograma de nova
flexibilização das medidas de distanciamento em relação à pandemia do novo
coronavírus com a autorização para o retorno das atividades presenciais na rede
privada a partir de 27 de julho. Com a decisão desta terça-feira, as medidas do
decreto voltam a valer.
Na
ação civil pública, o MPT argumentou que o DF está no pico da pandemia de
covid-19 e pediu que o cronograma de retorno das aulas presenciais na rede
privada fosse semelhante ao da rede pública, previsto para iniciar apenas no
final de agosto.
Em audiência de conciliação realizada na última
segunda-feira (3), a juíza apresentou uma proposta de cronograma para retorno
na rede privada a partir do dia 10, mas não houve anuência do governo do DF e
do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe-DF), que
defendem a autonomia das escolas para estabelecerem seus calendários.
Para
a magistrada, a autorização concedida pelo governo não é ilegal e nem afronta
dispositivos constitucionais, já que o Executivo dispõe de informações
necessárias para orientar e estabelecer diretrizes a serem seguidas pela
sociedade para se evitar o contágio da covid-19. Na decisão, ela frisa ainda
que não se pode comparar o prazo de abertura para as escolas públicas e
privadas, em razão da diversidade entre as duas realidades, como a maior
dificuldade para a implementação de medidas preventivas e de segurança em um
ambiente público.
Em
comunicado, o Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de
Ensino do Distrito Federal informou que lamenta a decisão e que está em contato
com o MPT para entrarem com recurso no Tribunal Regional do Trabalho, para a
suspensão das aulas. “O sindicato mantém o seu posicionamento de que este não é
o momento propício para o retorno das aulas presenciais, que, por certo,
colocará em risco a saúde e a vida dos trabalhadores da educação, dos alunos e
da comunidade escolar”, manifestou a entidade.

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