Fonte: Por Jonas
Valente/Agência Brasil
Foto:
Marcelo Casal Jr,/Agência Brasil
Após registrar a
primeira morte pelo novo coronavírus hoje (17), a atualização do Ministério da
Saúde registrou 291 casos, contra 234 identificados ontem.
A maior diferença se deu nos casos suspeitos, que pularam de
2.064 para 8.819, quase quatro vezes. São Paulo segue liderando, com 164 casos.
O estado vem seguido do Rio de Janeiro (33), Distrito Federal (22), Pernambuco
(16) e Rio Grande do Sul (10). Também possuem casos Santa Catarina e Minas
Gerais (sete), Goiás e Paraná (seis), Ceará (cinco), Sergipe e Mato Grosso do
Sul (quatro), Bahia (três) e Amazonas, Rio Grande do Norte, Alagoas e Espírito
Santo (um).
"A diferença dos casos suspeitos é porque existia em vários
estados e que não estavam sendo validados muito provavelmente a checagem
manual. Afirmamos que era melhor utilizar o sistema automatizado. Mas é mais
importante mostrar aumento de notificação do que ficar só nos 2 mil
casos", afirmou Júlio Croda, da equipe do Ministério da Saúde, na entrevista
coletiva concedida sobre o balanço do dia.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmou a
primeira morte por Covid-19 em São Paulo. "Em quase 300 casos tivemos
primeiro óbito. Não podemos falar isso porque podemos ter seis óbitos amanhã.
Não temos condição de falar a letalidade. Brasil é um país jovem, vamos ver
como isso funciona", declarou.
Em relação aos casos suspeitos, São Paulo possui 5.047, seguido
por Rio de Janeiro (859), Minas Gerais (563), Bahia (354), Rio Grande do Sul
(300) e Distrito Federal (253). A região com menor número de suspeitas continua
a sendo a Norte (96), enquanto a com mais pessoas em investigação é a Sudeste
(6.538). Os casos descartados somam 1.899.
Do total, 57% são casos importados (aqueles contraídos fora do
país), 32% são oriundos de transmissão local (adquiridos de pessoas que foram
infectadas fora do país) e 12% são resultado de transmissão comunitária (quando
as autoridades não conseguem identificar a cadeia de infecção e o primeiro
paciente ou quando já ultrapassou a quinta geração da rede de contágio). Outros
2% ainda estão em investigação.
Aumento de casos nos próximos meses
A avaliação apresentada
pelo ministério é que a situação deve piorar nos próximos meses, com aumento
dos casos. A situação, se adotadas as medidas e recomendações, só deve resultar
em um alívio do quadro no segundo semestre.
“Vamos
passar 60 a 90 dias de muito estresse. Para que quando chegar no fim de julho
entra no plateau
[estabilidade]. Em agosto e setembro podemos estar voltando [a
normalidade] desde que construamos a imunidade de mais de 50% das pessoas”,
projetou Mandetta.
O ministro ponderou que com o aumento das iniciativas de distanciamento
social é preciso ter atenção para não gerar impactos prejudiciais. “Temos que
ter cuidado com medidas restritivas que impeçam abastecimento de grandes eixos.
Temos que tomar medidas mas sem causar mais problemas”, ponderou.
“Vamos
passar 60 a 90 dias de muito estresse. Para que quando chegar no fim de julho
entra no plateau
[estabilidade]. Em agosto e setembro podemos estar voltando [a
normalidade] desde que construamos a imunidade de mais de 50% das pessoas”,
projetou Mandetta.
O ministro ponderou que com o aumento das iniciativas de distanciamento
social é preciso ter atenção para não gerar impactos prejudiciais. “Temos que
ter cuidado com medidas restritivas que impeçam abastecimento de grandes eixos.
Temos que tomar medidas mas sem causar mais problemas”, ponderou.

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