Fonte:Renata Leite/SECOMPMFS
Foto: ACM/SECOMPMFS
O desmatamento da mata ciliar, as queimadas e a
despejo do esgoto doméstico sem tratamento estão entre os principais problemas
que afetam os mananciais. Às vésperas do Dia Nacional do Rio, comemorado no dia
24, a Prefeitura de Feira de Santana, através da Semmam (Secretaria do Meio
Ambiente e Recursos Naturais) alerta a população quanto o seu papel na proteção
das nascentes, lagoas e rios.
“Cuidar do meio ambiente é uma responsabilidade de todos, conforme o
artigo 225, capítulo VI, da Constituição Federal”, destaca o chefe do
Departamento de Educação Ambiental, João Dias. Diz ainda que os crimes que
acontecem contra os recursos hídricos têm a participação direta da sociedade.
Ele lembra que Feira de Santana é banhada por importantes rios, que
nascem e atravessam o município, sendo assim considerada uma “cidade
privilegiada”.
“Não foi à toa que na sua origem foi chamada de Santana dos Olhos
D’Água. Contudo, é uma cidade como qualquer outra que tenta dia após dia conter
as ações humanas”, afirma. Observa que a zona rural ainda é muito afetada pelos
crimes ambientais, geralmente cometidos tanto pelo homem do campo quanto pelos
donos das grandes propriedades rurais.
“A gente observa que ainda há muito desmatamento da mata ciliar (aquela
que margeia o rio para protegê-lo), que pode levar a consequências trágicas,
como queda do barranco, aterro do rio e, até a sua morte, porque a água
esquenta, a temperatura aumenta, os peixes morrem e as aves fogem”.
Além disso, aponta o chefe do Departamento de Educação Ambiental, existem
as queimadas, os desmatamentos nos biomas caatinga e mata atlântica e o despejo
do esgoto doméstico da cidade para os rios.
João Dias defende que as ações educativas voltadas para a
conscientização e sensibilização das pessoas são importantes. Neste sentido,
destaca as ações que o governo do prefeito Colbert Martins Filho tem
desenvolvido. “É preciso que a sociedade reflita sobre o que está fazendo para
proteger os mananciais, principalmente os rios”.
Entre os
trabalhos voltados para a conscientização ecológica da população, ele destaca o
“Projeto Santana dos Olhos D’Água”, com a realização de ações diretamente
ligadas à preservação dos mananciais - lagoas, nascentes e rios, em que são
promovidos seminários, palestras, rodas de conversas; e o “Projeto Viver Melhor
no Campo”, cujo objetivo é também o de orientar os moradores da zona rural a
manejar de forma correta os recursos naturais, inclusive os rios.
Degradação mata
rios
Nascem ou passam por Feira de Santana os rios Pojuca, Subaé,
Jacuípe - maior de todos - Aguilhadas, no distrito de Ipuaçu, Cavaco - cuja
nascente está em Anguera, mais o do Peixe e Tocós, ambos no distrito de
Jaguara. Todos eles compõem as bacias hidrográficas do Paraguaçu e do Recôncavo
Norte.
“O distrito
de Jaguara, embora seja o mais seco, é o que possui mais rios. Está no
semiárido, bioma caatinga, temperatura alta. Mas é banhado por três rios:
Tocós, que nasce em Candeal, passa em Riachão e desagua no Jacuípe; o rio do
Peixe, que nasce em Barrocas, passa em Serrinha, Candeal, Tanquinho. Todos eles
confluem com o Jacuípe, em Jaguara”, afirma João Dias.
Ele lamenta
que alguns rios morreram devido as agressões provocadas pelo homem, que são o
Humildes, no distrito homônimo, e São José, em Maria Quitéria. Entre os fatores
que contribuíram para isso, aponta as mudanças climáticas, a morte das
nascentes, a invasão das margens, o despejo de esgoto doméstico e o
desmatamento.
Semmam está produzindo
videodocumentário
Um importante projeto sendo executado pela Secretaria do Meio Ambiente
é a produção de um videodocumentário sobre o Rio Jacuípe, cujas gravações estão
em andamento com previsão de serem finalizadas em dezembro. Desde que foi
iniciada, há cerca de quatro meses, já foram percorridos dois mil quilômetros
da Bacia Hidrográfica.
As equipes da
Semmam, em parceria com a Secretaria de Comunicação, já estiveram na zona rural
de Morro do Chapéu, onde nasce o rio, Piritiba, Barragem do França e São José
do Jacuípe, na Barragem Governador João Durval Carneiro. Ainda vão percorrer os
municípios de Gavião, Riachão do Jacuípe, Antônio Cardoso, São Gonçalo dos
Campos, Feira de Santana e Conceição da Feira.
“O Rio
Jacuípe nasce na Chapada Diamantina, em Morro do Chapéu, a 1.011 metros de
altitude e depois de 437 quilômetros chega ao final, onde desemboca no
Paraguaçu. Ele passa por 36 municípios, que compõem a sua bacia hidrográfica e
impacta diretamente em toda riqueza desses municípios. Esse documentário será
um marco na história”, pontua João Dias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário