Fonte:
Agência Brasil
Foto:
Marcelo Camargo/ Agência Brasil
A
Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (19), a Operação Faroeste, com o
objetivo de desarticular um esquema de corrupção praticado por uma organização
criminosa integrada por magistrados e servidores do Tribunal de Justiça do
Estado da Bahia, advogados e produtores rurais que, juntos, atuavam na venda de
decisões para legitimar terras no oeste baiano.
As medidas
cautelares foram determinadas pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal
de Justiça (STJ), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro
também determinou o bloqueio de bens de alguns dos investigados, no total de R$
581 milhões.
"O
esquema envolve ainda o uso de laranjas e empresas para dissimular os
benefícios obtidos ilicitamente. A suspeita é de que a área objeto de grilagem
supere 360 mil hectares e que o grupo envolvido na dinâmica ilícita movimentou
cifras bilionárias", diz a nota da PGR.
Mais de 200
policiais federais, acompanhados de procuradores da República, cumprem, desde
as primeiras horas da manhã, quatro mandados de prisão temporária e 40 de busca
e apreensão em gabinetes, fóruns, escritórios de advocacia, empresas e nas
residências dos investigados, nas cidades de Salvador, Barreiras, Formosa do
Rio Preto e Santa Rita de Cássia, na Bahia, e em Brasília.
Também estão
sendo cumpridas ordem judiciais de afastamento de quatro desembargadores e dois
juízes de direito de suas funções.

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