Fonte:
Bruno Bocchini -
Repórter da Agência Brasil
Foto:
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O orçamento do governo
federal para o programa Criança Feliz, que atende em domicílio famílias com
crianças na primeira idade, deverá passar dos atuais R$ 350 milhões anuais para
cerca de R$ 700 milhões a R$ 800 milhões em 2020. De acordo com o ministro da
Cidadania, Osmar Terra, o orçamento anual do programa deverá chegar a R$ 2,5
bilhões até o final da atual gestão federal.
“Se fizer o custo por criança, ele é um programa que sai
razoavelmente barato, em torno de R$ 300, R$ 400 por criança por ano. É claro
que ele não é feito para substituir a creche, a creche tem que existir. Mas se
considerar o preço de uma criança na creche e o preço de uma no Criança Feliz,
é uma diferença enorme, no mínimo dez vezes menos do que uma criança na
creche”, disse o ministro.
O programa Criança Feliz atende prioritariamente gestantes e
crianças de até 3 anos beneficiárias do Programa Bolsa Família, e crianças de
até 6 anos beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Creches
O ministro disse que o governo federal está estudando fornecer
uma espécie de “vale creche” para famílias que não estão conseguindo ser
atendidas pelo poder público. “Eu sei que o ministro [da Educação] Abraham
[Weintraub] está pensando em dar emergencialmente um voucher creche para as
mães das famílias mais pobres, para creche particular, para qualquer creche,
que ela possa ter acesso rápido, até equacionar essa questão”, disse
Terra.
Terra disse que o problema para o fornecimento das creches não
está na construção, mas no custo de sua manutenção, arcado geralmente pelas
prefeituras. "A manutenção de uma creche custa mais, em um ano, do que
tudo que se gasta na construção do equipamento”, disse.
Bolsa Família
De acordo com o Osmar Terra, o Bolsa Família está atualmente com
cerca de 600 mil famílias em fila de espera para entrar no programa. Segundo
ele, o tempo é de aproximadamente três meses. “Com essa questão do
contingenciamento, essa dificuldade toda da economia brasileira, nós estamos
espaçando. Famílias novas que entram podem levar dois meses, três meses. Está
na faixa de três meses para começar a receber o programa”, disse.
O
ministro avaliou que não é uma fila muito grande e nem é muita gente na fila.
Ele disse que existe em torno de 600 mil a 700 mil famílias, em um universo de
13,5 milhões de famílias atendidas pelo programa.

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