Fonte: SECOM/PMFS
Foto: Washington Nery - SECOM/PMFS
A última feira livre, a inauguração da UEFS (Universidade
Estadual de Feira de Santana), do Observatório Antares, do Centro de
Abastecimento, a beleza da ponte Rio Branco, casarões.
A luz que
passou pela lente da câmera do decano da fotografia feirense, Antônio
Magalhães, e chegou ao filme registou momentos, prédios e equipamentos públicos
históricos.
E setenta
destas fotografias estão sendo expostas no box C6, no MAP (Mercado de Arte
Popular), onde funciona o Foto Magalhães, até o final da próxima semana. Alguns
não mais existem.
“Mantendo
viva a história de Feira de Santana” mostra o que existe e muito que não mais
existe, como a bela Ponte Rio Branco e a boate do Jerimum e o Restaurante Carro
de Boi, autoria de Amélio Amorim.
Feira de
Santana vista sob o olhar atento do experiente fotógrafo, lá pelos anos 70, tem
suas peculiaridades. Contam muitas histórias que caminham para o esquecimento
da população.
Como uma que
ele está com amigos, com o figurino na época – calça boca de sino, sapatos
cavalo de aço e ternos xadrezes, na inauguração do Observatório Antares.
Revelou que
na feira de despedida do centro, chegou por volta das 6h e voltou para casa
mais de 21h, cansado e feliz. “Vi muita gente triste, chorando. Foi um dia para
esquecer”. Fez mais de cem fotografias.
Outra mostra
o retorno de feirantes e clientes, montando em animais, no final da tarde do
primeiro dia de funcionamento do Centro de Abastecimento. “Não pareciam
felizes”.
Podem ser
vistas imagens dos casarões do ex-político e empresário João Marinho Falcão,
que ficava onde foi erguida a Marisa, e a Casa Rosa, da família de Chico Pinto,
ambas na avenida Senhor dos Passos.
As lentes de
Magalhães registraram as candidatas do concurso Miss Bahia, de 1975, na antiga
sede do 1º BPM, todas com quepes da instituição.
Outra mostra
a professora Neni Boaventura, eterna diretora do IEGG, entregando um bilhete ao
ex-presidente Ernesto Geisel. “Levei um empurrão do segurança mas não perdi a
fotografia”.
A exposição
tem o apoio das secretarias de Cultura, Esporte e Lazer, Comunicação Social e
da Fundação Cultural Egberto Costa.
Antônio
Magalhães é pai dos também fotógrafos, Antônio Carlos Bastos Magalhães e Jorge
Bastos Magalhães.
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