Fonte: Lina
Magalí/GOVBA
Foto: Alberto Coutinho/GOVBA
O manejo do solo e o plantio de mudas de
hortaliças, frutas e flores vêm transformando a relação de estudantes com o
espaço escolar. A partir do projeto 'Hortas Escolares - plantar, cuidar e
cuidar-se', mais de 400 mil alunos da rede estadual passaram a ter contato com
a terra nas próprias escolas. Uma delas é o Colégio Estadual Alaor Coutinho, em
Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
"O Horta nas Escolas vem na perspectiva de
atender ao Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional, com o objetivo
de promover uma alimentação mais saudável, tendo como ponto de partida o fazer
pedagógico. As hortas são criadas e utilizadas pelos nossos estudantes e
professores como laboratório vivo", explica o coordenador estadual de
Educação Ambiental e Saúde, Fábio Barbosa. Em 2019, a iniciativa recebe um
investimento de R$ 300 mil do Governo do Estado, por meio da Secretaria da
Educação.
No Alaor Coutinho, 12 estudantes do ensino médio
participam do projeto às terças-feiras. Eles plantam coentro, tomate, pimenta e
alface, além de flores. Os alimentos colhidos são utilizados no preparo da
merenda escolar. "Eles aprendem sobre a rotação de cultura e as técnicas
de manejo e cultivo. Nós também fazemos um trabalho sobre os defensivos
naturais, para não utilizar nenhuma parte química de contaminação do solo. Eles
conseguem identificar quando há necessidade de adubação e também o período de
colheita. É um trabalho muito enriquecedor", conta a professora responsável
pelo projeto, Patrícia Figueiredo.
Em períodos específicos, como a colheita, o número
de participantes aumenta. A diretora do Alaor Coutinho, Maria do Socorro
Aquino, destaca que a iniciativa "contribui para o aprendizado de
conteúdos, mas também para o exercício da cidadania. Os estudantes passam a
valorizar o trabalho que é feito com a terra. Eles compreendem a importância da
alimentação mais saudável, de cuidar da escola e a entender a horta como um
espaço que, além do aprendizado, revitaliza o convívio na escola".
Para a estudante Ingrid Santos, 19 anos, do 3º ano,
o projeto favorece a integração com os colegas. "A gente não se falava. Só
andávamos no corredor, mas não sabíamos quem era quem. E, nesse tempo todo de
horta, a gente consegue se dar bem, falar, plantar e colher",
afirma.


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