Fonte:
SECOM/PMFS
Foto:
Anderws Pedra Branca - SECOM/PMFS
O somatório de forças com a parceria entre a Prefeitura
Municipal de Feira de Santana, através do Hospital Inácia Pinto dos Santos
(HIPS) - o Hospital da Mulher - e o Hospital Otorrinos/Multiclin, unidade
feirense credenciada ao SUS, salvou a vida da recém-nascida A.S.G. Ela
completou cinco meses de vida e por todo esse tempo esteve internada onde
nasceu, no Hospital da Mulher, a espera de uma cirurgia para corrigir um
problema raro de saúde: a obstrução nasal por formação de um septo ósseo e/ou
membranoso, que impede a comunicação entre a cavidade nasal posterior e a
nasofaringe.
Malformação
congênita, a ‘atresia de coanas’ em A.S.G foi descoberta após o Hospital da
Mulher encaminha-la para exames no hospital especializado Otorrinos. A família
da bebê aguardou pela regulação, junto ao Governo do Estado, para que fosse
transferida e operada.
Depois de uma
longa espera, quase dois meses, um contato com o diretor-presidente da
unidade hospitalar e especialista em Rinologia e Cirurgia Plástica da Face,
Washington Almeida, viabilizou a solução. Ele se interessou pelo tratamento, em
razão de sua raridade. Seria um futuro “caso de estudo”, para os médicos.
Convidou o
seu colega Antônio Carlos Cedin, otorrinolaringologista da Beneficência
Portuguesa de São Paulo, e juntos fizeram o procedimento para correção no
centro cirúrgico do próprio Hospital Otorrinos, com apoio da equipe técnica do
Hospital da Mulher.
A cirurgia
por videoendoscopia transnasal foi um sucesso e o recém-nascido apresentava boa
condição pré-operatório, “apesar de estar abaixo do peso em decorrência da
dificuldade para se alimentar”, analisa Cedin.
A cirurgia ocorreu por meio de método reconhecido
internacionalmente e desenvolvido pelo renomado especialista Antônio Carlos
Cedin (foto), que usa tecido do interior do nariz do próprio paciente para
facilitar a cicatrização e reduz a necessidade de uma nova cirurgia de 30% para
9%.
O
procedimento inovador, com publicação na revista da Academia Americana de
Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, consiste no aproveitamento
e modelagem de retalhos do tecido que reveste as mucosas das cavidades nasais,
proporcionando rápida cicatrização.
“É a forma
mais prática que passamos a utilizar confeccionando os retalhos, por acesso
transnasal e videoendoscopia, usando os tecidos nasais e fixando-os com cola
biológica de fibrina. Eliminamos a necessidade de utilização do uso de moldes
pós-operatórios e, desta forma, diminui complicações infecciosas e
traumáticas”, explica o especialista.
De acordo com
o médico de São Paulo, o tempo de internação também é mais curto, e a
permanência do paciente em ambiente hospitalar diminui de uma semana para um ou
dois dias.
A atresia coanal congênita acomete um em cada 8 mil nascidos vivos e
coloca em risco a vida do paciente. Entre os sintomas, apresenta-se a
insuficiência respiratória e a cianose intermitente (coloração azul-arroxeada
da pele, embaixo das unhas ou nas mucosas devido à má oxigenação do sangue
arterial) exacerbada pelo choro. Segundo o doutor Washington Almeida (foto),
diretor-presidente do Hospital Otorrinos, unidade onde ocorreu o procedimento,
e especialista em Rinologia e Cirurgia Plástica da Face, o tratamento cirúrgico
imediato ainda é a única opção terapêutica.
Aliviada e com sorriso largo no rosto, Vitória Manuela Galdino de Lima
(foto), mãe da recém-nascida, afirma que esperou com muita fé por este momento.
“Era doloroso vê-la sofrer. Eu sonhei com esse dia de hoje. Não tenho palavras
para agradecer a cada um que olhou por minha filha”, diz ela, reconhecendo o
esforço de todos, especialmente do Hospital da Mulher, que teve papel decisivo
para a viabilização da cirurgia. Agora, ela intensifica os cuidados à criança em
sua residência, ao lado dos familiares.
A recuperação da bêbê, pós-cirurgia, foi em um dos leitos da UTI
Neonatal do Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher). “Deslocamos
a paciente com a acompanhante [mãe] em ambulância do hospital e, logo após a
cirurgia, trouxemos a paciente para se recuperar cuidadosamente na nossa UTI”,
relata a diretora-presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana
(FHFS), Gilberte Lucas (foto). Três dias depois a criança já teve alta.
Todos os
exames necessários para a cirurgia foram realizados no próprio Hospital da
Mulher. “O governo do prefeito Colbert Martins Filho deu todo o apoio e nos
empenhamos para conseguir este excelente resultado”.
Para a diretora do Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da
Mulher), Charline Portugal, a parceria reafirma o compromisso com a saúde, por
parte da gestão municipal. “Essa é nossa responsabilidade, enquanto instituição
pública: buscar todos os meios para bem atender a comunidade. Nossa equipe não
mediu esforços para buscar parceiros e proporcionar à família um procedimento
cirúrgico com custo muito alto se fosse realizado em São Paulo”.


Nenhum comentário:
Postar um comentário