Fonte:
Pedro Rafael Vilela/Agência
Brasil
Foto: Alan Santos/PR
O presidente Jair
Bolsonaro afirmou hoje (17) que o governo vai trabalhar por uma reforma
tributária mexendo apenas em impostos federais, com perspectiva de redução da
carga tributária ao longo dos anos. Uma das mudanças seria a redução da
alíquota máxima do imposto de renda (IR) para 25%. Atualmente, pessoas físicas
pagam até 27,5% e pessoas jurídicas, como empresas, pagam até 34% de IR. Outra
ideia do governo é unificar impostos e contribuições federais, como PIS,
Cofins, IPI e IOF, em um imposto único.
"O que nós queremos fazer, conforme explanação do Marcos
Cintra, no dia de ontem, na reunião de ministros, é mexer só com os tributos
federais. Uma tabela de imposto de renda de, no máximo, 25%, e dar uma
adequada. E nós queremos, segundo o próprio Onyx Lorenzoni falou, no dia de
ontem, na reunião, nós queremos, ano a ano, ir reduzindo nossa carga
tributária", afirmou o presidente em entrevista a jornalistas logo após
participar da cúpula do Mercosul, em Santa Fé, na Argentina.
O Brasil
assumiu a presidência pro-tempore do bloco pelos próximos seis meses. Durante
seu discurso na cúpula, Bolsonaro afirmou que pretende trabalhar pela redução
de tarifas e ampliação de acordos comerciais. O presidente retorna ainda
na tarde desta quarta-feira para Brasília.
Ainda na entrevista, Bolsonaro disse que esta semana devem ser
anunciadas novas regras para saques de contas do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço (FGTS). "É uma pequena injeção na economia e é bem-vindo isso daí,
porque começa a economia, segundo os especialistas, a dar sinais de
recuperação", disse.
Perguntado sobre a possibilidade do Senado reincluir estados e
municípios na reforma da Previdência, o presidente ponderou que isso deveria
ser feito em um projeto paralelo, para evitar que o texto tenha retornar à
Câmara dos Deputados.
"Eu acho que não é o caso de mexer nessa proposta, porque
ela voltaria para a Câmara. Pode ser uma PEC paralela, é outra história para
ser discutida", disse
Embaixador nos EUA
Bolsonaro voltou a comentar sobre a eventual indicação de seu
filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para o cargo de
embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Segundo ele, consultas preliminares
serão feitas ao governo norte-americano e o presidente Donald Trump deve dar o
seu aval. "Tenho certeza que ele dará o sinal positivo", disse.
Na coletiva com chanceleres do Mercosul, o ministro das Relações
Exteriores, Ernesto Araújo, elogiou Eduardo Bolsonaro e disse que ele pode
ajudar a alavancar projetos entre o Brasil e Estados Unidos.

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