Fonte:
SECOM/PMFS
Fotos:
Washington Nery - SECOM/PMFS
O primeiro ciclo da despesca do Projeto Peixe na Rede, na
Fazenda Amarela, distrito de Ipuaçu, encerrada há cerca de um mês, rendeu aos
pescadores sete toneladas de tilápia, espécie que se adapta à criação em
tanques de rede. A engorda é feita em gaiolas instaladas no lago da Barragem de
Pedra do Cavalo.
O projeto, que
objetiva a geração de emprego e renda sustentável para famílias de pescadores,
teve o apoio do Governo do prefeito Colbert Martins Filho, por meio da
Secretaria de Agricultura, que doou as gaiolas, e do Alphaville, que contribuiu
com a ração, contêiner usado como depósito, balança e outros equipamentos.
“A parte
teórica vimos em um curso, mas foi na prática, no dia a dia, que a gente vem
aprendendo como lidar com este tipo de criação de peixe”, diz Lucivaldo do
Nascimento Pedreira, um dos coordenadores do projeto. Ele disse considerar que
os resultados são positivos para a primeira experiência.
E foi
observando que erros cometidos no manejo durante o primeiro ciclo estão sendo
evitados no segundo ciclo, iniciado há pouco mais de um mês. Um deles é não
estressar as tilápias, sob pena de vê-las morrer. Outro foi colocar uma lona
sobre as gaiolas para evitar que tucunaré, espécie carnívora, ataque os
alevinos. Cada ciclo, de alevino a peso ideal para abate, demora cinco meses.
Ele estima que
metade dos alevinos colocados nos tanques no primeiro ciclo foi comida pelos
tucunarés. Nesta segunda cerca de cinco mil alevinos foram colocados em duas
gaiolas. “Dentro de mais alguns dias a gente vai iniciar a repicagem”.
Repicagem é a seleção dos peixes de acordo ao tamanho.
Nesta fase os
peixes são separados e cada um dos tamanhos vai para uma gaiola, para que
disputem a comida nas mesmas condições e engordem uniformemente, de modo que o
valor de mercado seja maior. “Estamos vendendo o quilo por R$ 8 para pequenos
comerciantes. As empresas nos ofereceram um preço muito baixo”.
Mas o lucro
para os piscicultores só a partir deste segundo ciclo, disse acreditar o
coordenador. “Não vamos cometer os mesmos erros. E isso vai aumentar os nossos
ganhos”. Apenas quatro, das 20 famílias que iniciaram o projeto, continuam na
labuta diária. “Mas acredito que muitas retornarão ao projeto”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário