Fonte: SECOM/PMFS
Foto: Abnner Kaique - SECOM/PMFS
É só chover que os currais do Campo do Gado voltam a ser
ocupados. Em março, quando os pastos estavam secos, as vendas no entreposto de
boi na ‘perna’ – sem pesá-lo, não passava de 200 cabeças. Com a chegada das
chuvas os negócios fechados passaram para até 700. E se as coisas continuarem
no estágio atual, logo passa de mil cabeças. A feira acontece às
segundas-feiras.
A forte
presença dos animais nos currais atrai mais compradores. Entretanto, os preços
sobem. Nesta segunda-feira, 15, a grande maioria do rebanho levado à venda era
formada por bezerros e tourinhos, que são levados às fazendas e dentro de um e
dois anos atingem peso para abate. É comum ver grupos de compradores e
vendedores fechando negócios – cercas dos currais viram escritórios.
Pedro Oliveira
vem de Conceição do Coité, localizado a cerca de cem quilômetros de Feira, para
vender e comprar animais no Campo do Gado. Estava com um lote de bezerros – que
pedia entre R$ 1,5 mil a R$ 1,8 mil, a cabeça. “Quando chove a procura é
grande, mas a oferta ainda está sendo baixa”. Segundo ele, os preços estão
reagindo nos últimos dias. “Aqui, tanto vendo como compro. Trago e levo. É
assim que o comércio funciona”.
Os compradores
dos animais que serão levados aos pastos aguardam sinais de que o tempo vai
continuar chuvoso. A opinião é de Evagelino Fontes. “As chegada das chuvas
aqueceram as vendas e os preços estão subindo”. O preço da arroba passou de R$
150 para R$ 170 nos últimos dias. Também sobem os preços da bezerrada que é
levada para o pasto. O sobe e desce do preço depende do tempo.
O diretor do
entreposto, Márcio Cunha, disse que o movimento nas últimas semanas é animador.
“E há uma tendência de que a oferta destes animais aumente à medida que a chuva
caia nos pastos”. A taxa cobrada pela venda de um animal é de apenas um real.
Os boletos são pagos nas casas lotéricas pelos vendedores.
O Campo do Gado
é um dos maiores – se não o maior, entreposto de venda de gado em pé da Bahia.
O diretor afirmou que a seca prolongada reduziu significativamente a venda de
animais no local. “Mas agora estamos animados e confiantes de que as coisas
mudarão daqui pra frente”. O entreposto é administrado pelo Governo do prefeito
Colbert Martins Filho, através da Secretaria de Trabalho, Turismo e
Desenvolvimento Econômico.
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