Fonte: Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil
Antes que março termine, o
presidente Jair Bolsonaro – que esteve nos Estados Unidos e no Chile nos
últimos dias – ainda tem pela frente uma viagem a Israel, onde desembarca no
próximo domingo (31). A intensa agenda internacional cumprida ao longo deste
mês reuniu em um curto intervalo destinos que já vinham sendo sinalizados,
desde a campanha eleitoral, como prioritários para o governo.
Em Israel, Bolsonaro retribuirá a presença do primeiro-ministro
Benjamin Netanyahu em sua posse, mas, principalmente, buscará negociar, ao lado
do chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e outros integrantes de seu primeiro
escalão – ainda não confirmados – ampliação de trocas na área comercial, em
ciência e tecnologia e na cooperação em segurança pública e defesa.
Antes que março termine, o
presidente Jair Bolsonaro – que esteve nos Estados Unidos e no Chile nos
últimos dias – ainda tem pela frente uma viagem a Israel, onde desembarca no
próximo domingo (31). A intensa agenda internacional cumprida ao longo deste
mês reuniu em um curto intervalo destinos que já vinham sendo sinalizados,
desde a campanha eleitoral, como prioritários para o governo.
Em Israel, Bolsonaro retribuirá a presença do primeiro-ministro
Benjamin Netanyahu em sua posse, mas, principalmente, buscará negociar, ao lado
do chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e outros integrantes de seu primeiro
escalão – ainda não confirmados – ampliação de trocas na área comercial, em
ciência e tecnologia e na cooperação em segurança pública e defesa.
Presença
quase certa na comitiva, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e
Comunicações, Marcos Pontes, esteve no país do Oriente Médio no
início do ano para conhecer projetos de inovação e tecnologias estratégicas que
despertam interesse brasileiro como as instalações de dessalinização de água.
Por mais de uma vez, a administração Bolsonaro destacou a expertise israelense
nesta área, com sofisticados sistemas de irrigação e dessalinização e uso de
sementes resistentes à seca. Medidas que poderiam ser replicadas como solução
para o Semiárido brasileiro.
No campo comercial, as conversas devem se concentrar nas
exportações brasileiras de carne bovina e soja. Os produtos integram uma
carteira de vendas brasileiras para Israel, que, no ano passado, superaram a
marca dos US$ 293 milhões, segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio
do Brasil. Em contrapartida, o Brasil importou, em mercadorias do Oriente
Médio, US$ 1,060 bilhão. O maior volume de importação se concentra em produtos
como cloreto de potássio (28% do total), além de inseticidas e herbicidas, que
respondem por 24% das exportações.
Cooperação
O Itamaraty
classifica as relações entre os dois países de cordial e positiva. Israel
chegou a enviar uma equipe de militares e equipamentos para ajudar
nas buscas de mortos na tragédia de Brumadinho, em janeiro.
Dados do governo brasileiro apontam presença de significativa
comunidade judaica no Brasil, estimada em mais de 100 mil pessoas, considerada
a décima maior do mundo. As relações diplomáticas entre Brasil e Israel foram
estabelecidas em 1949 e, em 1951, foi criada a Legação do Brasil em Tel Aviv –
elevada, em 1958, à categoria de Embaixada. Israel estabeleceu embaixada no
Brasil em 1955.
O debate sobre
a sede da embaixada brasileira em Israel foi uma das questões aventadas por
Bolsonaro desde a campanha. O então candidato à presidência do Brasil defendeu
a mudança da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, seguindo decisões
semelhantes as adotadas pelos Estados Unidos e Guatemala. Mas, o governo
decidiu amadurecer o tema.
Nenhum comentário:
Postar um comentário