Foto: Beto Barata
O ex-presidente Temer foi abordado por policiais federais na rua, em São
Paulo, na manhã desta quinta-feira (21). Desde quarta-feira (20), a PF tentava
rastrear e confirmar a localização de Temer, sem ter sucesso. Agentes estavam
na porta da casa de Temer e, ao perceberem a saída de um carro do local, o
seguiram e realizaram a prisão.
Temer foi levado para o Aeroporto de Guarulhos, onde vai embarcar em um
voo e será levado ao Rio de Janeiro em um avião da Polícia Federal. Ele deve
ficar na unidade da Polícia Militar de Niterói, na região metropolitana do Rio.
A prisão de Temer é preventiva, ou seja, sem prazo determinado.
Por telefone, o advogado de Temer, Brian Prado afirmou que ainda está
estudando a decisão e não tem como fazer nenhuma avaliação sobre o caso.
Temer é um dos alvos da
Lava Jato do Rio. A prisão teve como base a delação de José Antunes
Sobrinho, dono da Engevix. O empresário disse à Polícia Federal que
pagou R$ 1 milhão em propina, a pedido do coronel João Baptista Lima Filho
(amigo de Temer), do ex-ministro Moreira Franco e com o conhecimento do
presidente Michel Temer. A Engevix fechou um contrato em um projeto da usina de
Angra 3.
Segundo o Ministério
Público Federal (MPF), a Engevix foi subcontratada porque as empresas que
haviam vencido a licitação não tinham "pessoal e expertise suficientes
para a realização dos serviços". Os vencedores eram a AF Consult do Brasil
e a Argeplan, empresa do coronel Lima. "No curso do contrato, conforme
apurado, o coronel Lima solicitou ao sócio da empresa Engevix o pagamento de
propina, em benefício de Michel Temer", diz nota do MPF.

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