Texto: SECOM/PMFS
Fotos: Cau Preto-SECOM/PMFS
No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, os feirenses vestiram azul
e desfilaram pela avenida Getúlio Vargas, na manhã deste domingo, 02, para
lançar um novo olhar da comunidade sobre o autista. É a segunda caminhada
promovida pela Família Azul, com o apoio do Governo Municipal, visando a
conquista de direitos e assegurar o espaço dos portadores de Transtorno de
Espectro Autista (TEA) na sociedade.
A caminhada também marcou as comemorações pela I Semana: Olhares sobre o
Autismo, realizada no período de 28 a 31 de março, no Centro de Cultura Maestro
Miro (CCMM), que reuniu especialistas das áreas de saúde, educação e social,
além de pais, para discutir a questão. O evento contou com a presença do
prefeito José Ronaldo de Carvalho.
O secretário de Desenvolvimento Social (Sedeso), Ildes Ferreira, observa
a importância da mobilização da sociedade em busca de mudanças. “Estão chamando
a atenção da sociedade porque este segmento precisa de atenção da comunidade e
dos governantes para assegurar direitos. E aqui estamos presentes, com a
recomendação do governo de apoiar todas estas ações”, afirmou.
Mãe de um portador de transtorno severo não verbal, a coordenadora da
caminhada, Cíntia Souza, que também é idealizadora da Família Azul, ressalta a
necessidade de mudanças na mentalidade da sociedade diante dos autistas. “Hoje
finalizamos um ciclo com a segunda caminhada, vivendo a expectativa de
implantação do primeiro centro de tratamento especializado na cidade. E nossa
esperança cresce ainda mais diante do apoio que temos recebido do Governo
Municipal, através das secretarias de Desenvolvimento Social, de Saúde e de
Comunicação”, frisou.
Para as mães de autistas, as mudanças são necessárias e necessitam que
ocorram num menor espaço de tempo. “O que mais queremos da sociedade é o
respeito, que busquem mais conhecimento. É preciso que todos entendam que o
lugar dos autistas é onde eles quiserem. Por isso exigimos respeito e qualidade
de vida”, afirmou Verbênia Pereira, mãe de uma criança autista de 7 anos.



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