Texto: Eduardo Bresciani/estadao.com.br
Um médico cubano do programa
Mais Médicos, do governo federal, foi encontrado morto em um hotel de alto
padrão no centro de Brasília na tarde desta segunda-feira, 31. A Polícia Civil
do Distrito Federal trabalha com a hipótese de suicídio. O médico foi encontrado
com um lençol enrolado no pescoço, pendurado na janela, para o lado de dentro
do quarto. O nome do cubano não foi divulgado pelo Ministério da Saúde.
O transporte do corpo será
realizado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), entidade
internacional que faz a intermediação da contratação entre os governos
brasileiros e cubanos. A previsão do translado pela Opas consta do contrato
assinado pelo Brasil com a entidade.
De acordo com o Ministério
da Saúde, o homem tinha 52 anos e estava em Brasília aguardando a designação do
município para o qual seria enviado. Não foi informado quando o médico chegou
ao País nem se ele já havia concluído o período de treinamento ao qual todos os
estrangeiros são submetidos.
O corpo foi encontrado por
uma camareira. A Polícia Civil trata a hipótese de suicídio como a mais
provável porque não havia sinais de violência ou arrombamento do quarto,
segundo o trabalho da perícia. O lençol preso no pescoço do médico estava
amarrado a uma estrutura da janela, e o corpo, pendurado para o lado de dentro
do quarto.
O Mais Médicos foi lançado
pelo governo no ano passado e a contratação de milhares de médicos cubanos
provocou polêmicas nos últimos meses depois que alguns deles abandonaram o
programa. A maior parte dos R$ 10 mil repassados pelo governo brasileiro ficam
com o regime cubano dos irmãos Fidel e Raul Castro.
Em março, o governo
brasileiro anunciou um acordo com Cuba e a Opas para ampliar o valor repassado
diretamente aos profissionais. Eles passaram a ter direito a US$ 1.245
(aproximadamente R$ 2,8 mil).
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