Texto:
Paulo Virgilio/Agência Brasil
Foto:
Tomaz Silva/Agência
Desde
que foi instituído, em 1900, o Prêmio Nobel já foi concedido a 876
personalidades das áreas de física, química, medicina, literatura, economia e
nos esforços pela paz. A história desse prêmio, considerado o mais importante
do mundo, e a do químico sueco Alfred Nobel (1833-1896), inventor da dinamite e
do detonador e idealizador da premiação, pode ser vista pelo público a partir
de hoje (13), em uma exposição que marca a inauguração do novo centro cultural
da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.
Já apresentada em São Paulo,
onde ficou em cartaz de novembro a dezembro do ano passado, a mostra O
Prêmio Nobel – Ideias Mudando o Mundo exibe, em cinco pavilhões
interativos, uma variada iconografia. São textos, imagens, artefatos,
documentos e exemplos de inventos e técnicas empregadas por alguns dos
laureados, cujas ideias mudaram o mundo.
“Não há informações
detalhadas sobre cada laureado, mas todos são apresentados com nome e foto na
seção O Prêmio Nobel ao longo das décadas pode ser acessado por uma tela touch
screen”, explica a curadora Carin Klaesson, do Museu Nobel, de Estocolmo,
organizador da exposição, em parceria com a FGV. Além da relação dos premiados,
o visitante também faz uma viagem pela vida de Alfred Nobel e como os inventos
dos premiados fazem parte da vida cotidiana das pessoas.
O computador, o rádio
transistor, a penicilina, o plástico, a câmera digital e o disco rígido são
exemplos de algumas invenções resultantes do trabalho de cientistas laureados
com o Nobel. Entre as preciosidades selecionadas para a mostra também estão
objetos pessoais de dois agraciados com o Nobel de Literatura: o caderno de
anotações do peruano Mario Vargas Llosa, ganhador do Nobel em 2010, e um
livreto do russo Boris Pasternak, premiado em 1958.
A exposição é a quinta
itinerante promovida, desde 2001, pelo Museu Nobel. As mostras percorrem
diversas partes do mundo, como ocorre atualmente com Breve Histórico da
Ciência, que está sendo exibida em Cingapura, na Ásia. “Nós gostaríamos de ter
outras mostras planejadas para o Brasil, mas não há nada definido até agora”,
disse a curadora Carin Klaesson.

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