Texto: Jorge Magalhães
Fotos: Washington Nery
Proteger e requalificar
as lagoas urbanas da cidade, transformando-as em parques municipais dotados de
infra-estrutura urbanística, como passeios públicos e áreas destinadas a
prática de uma variedade de modalidades esportivas e de lazer, é o objetivo do
projeto que as secretarias de Meio Ambiente, Planejamento e Gestão e Convênio
apresentaram, nesta quarta-feira, 26, ao prefeito José Ronaldo de Carvalho, que
além de técnicos destas pastas, também recebeu em seu Gabinete, no Paço
Municipal Maria Quitéria, a visita de geógrafos e pedagogos da Universidade
Estadual de Feira de Santana (UEFS) e de representantes da Caixa Econômica
Federal, parceiros da iniciativa.
Orçado em cerca de R$
10 milhões, o projeto de requalificação do entorno do manancial hídrico da área
urbana da cidade é oriundo de Fundo Perdido da Caixa Econômica Federal (CEF),
sendo que à Prefeitura Municipal caberá a contrapartida de R$ 680 mil, que serão
pagos na forma de serviços prestados à implantação da infra-estrutura dos
logradouros, através das secretarias municipais correspondentes e os seus
respectivos maquinários disponibilizados na execução das obras.
Consta do projeto a
utilização da tecnologia de satélite que auxiliará na produção de imagens em
tempo real que serão utilizadas por uma equipe multidisciplinar apta a
diagnosticar a ocupação do entorno e o estado de conservação, bem como os
impactos provocados pelas lagoas, no município. O equipamento também permitirá
a demarcação física das áreas de proteção destes mananciais, e a implementação
de ações para a requalificação e criação de áreas de lazer. A iniciativa também
prevê a regularização fundiária das áreas das lagoas.
O secretário do Meio
Ambiente, Roberto Tourinho, ao explaná-lo para o prefeito José Ronaldo
considerou este projeto “um novo marco em Feira de Santana, no tocante a
preservação das lagoas, pois ele está bem fundamentado e estamos confiantes na
sua aprovação pelo Governo Federal”, disse.
Já para a geógrafa
Sandra Medeiros, da Uefs, além de proteger e demarcar os limites territoriais
das lagoas, “ao mesmo tempo serão criadas áreas de lazer que serão incorporadas
às áreas urbanas, criando um ambiente mais agradável, mais bonito e menos
poluídos”, ponderou a cientista.
Histórico
Segunda maior cidade
baiana, Feira de Santana conta no seu meio urbano com duas bacias
hidrográficas, os rios Pojuca e Subaé, e uma sub-bacia formada pelo rio
Jacuípe, compondo um meio ambiente com bastantes riachos, rios e muitas lagoas.
Dentre as mais degradadas pela ação da ocupação humana, ao longo dos anos, a
Lagoa do Prato Raso ganhará um projeto executivo mais complexo, também
envolvendo, como nos demais logradouros, a exemplo da lagoa da Berreca, ações
de educação ambiental voltadas à manutenção e a valorização da área
requalificada.
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