Texto: Dimas Oliveira
Na noite do dia 15, uma
terça-feira, às 20h, em sala do Orient Cineplace, acontecerá a pré-estreia do
documentário "O Imaginário de Juraci Dórea no Sertão: Veredas", com
argumento e direção de Tuna Espinheira, filmado principalmente em Feira de
Santana, com tomadas no Campo do Gado e no campus da UEFS (Universidade
Estadual de Feira de Santana), onde foram plantadas esculturas do "Projeto
Terra", do artista plástico feirense.
"Este trabalho,
cujo protagonista é um personagem da história desta brava região", segundo
Tuna, pretende mostrar o sertão através do imaginário, inspirado no
"Projeto Terra", que completa 30 anos de execução por Juraci Dórea.
Aprovado pelo FSA/BRDE -
Prodavi, o filme foi rodado em Digital HD pela produtora Larty Mark. A produção
executiva é de Wiltonauar Moura e deverá também ser exibido pela TVE Bahia. A
iniciativa tem apoio do governo Cidade Trabalho, através das secretarias de
Cultura, Esporte e Lazer e Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico. Após
lançamento no cinema, o documentário será exibido no Campo do Gado, segundo o
secretário Jailton Batista.
O documentário
"revisita os caminhos percorridos pelo artista, registrando o que ainda
existe, recuperando o que for possível e colocando novas obras no trajeto entre
Feira de Santana, Monte Santo, Canudos e Raso da Catarina, colhendo depoimentos
de pessoas e personagens de cada local ao mesmo tempo em que promoveu o
conhecimento da arte", conta Tuna Espinheira. Além de Juraci Dórea ser o
motivo do filme, a produção conta com dois nomes feirenses na ficha técnica:
Dimas Oliveira e Selma Soares.
Sobre seu trabalho,
Tuna Espinheira escreve: "Era uma vez o sertão que virou museu a céu
aberto, ao sol, a chuva, ao tempo... foi, precisamente desta maneira, que o
artista Juraci Dórea, arrumou seu matulão e, fazendo as vezes do pregador
bíblico João Batista, adentrou as veredas do sertão baiano, descortinando suas
icônicas esculturas, de madeiras vestidas de couro, com uma linguagem
contemporânea, desconhecida naqueles ermos, bradando no deserto”.Ele conta
ainda que “logo/logo, viriam as exposições itinerantes, ciganas, de quadros de
pintura, com motivos populares. Um festão em cada lugar por onde passava. E
assim foi que, estas semeaduras de arte em léguas tiranas no agreste, através
de documentações fotográficas, chegaram à mídia e o fazer do artista ganhou
botas de sete léguas e asas de albatroz e, invertendo a normalidade do
processo, saiu do assombroso museu a Deus dará, para os espaços emblemáticos
das Bienais, São Paulo, Veneza etc. E o Sertão virou mar...”

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