Foto: Daia Oliver/R7
Informações: g1.globo.com
O prédio que desabou na manhã desta terça-feira (27) em São Mateus, na Zona Leste
de São Paulo, era irregular e já havia levado uma multa de
mais de R$ 100 mil, segundo a Prefeitura. Antes, o terreno abrigava um posto de
gasolina.
O
ponto iria receber uma unidade da rede Torra Torra, famosa por comercializar
roupas populares e produtos da linha de cama, mesa e banho. A dona do imóvel, a
Jamf Empreendimentos Agrícolas Ltda, não se pronunciou sobre o acidente.
"O
responsável não apresentou pedido de Alvará de Execução. Portanto a obra estava
em situação irregular. De acordo com o Código de Obras, a obra só poderia ter
sido iniciada, mesmo sem resposta da subprefeitura, caso tivessem decorridos os
prazos dos dois pedidos, ou do pedido conjunto (alvará de aprovação e alvará de
execução). Ainda assim, a obra ficaria sob inteira responsabilidade do proprietário
e profissionais envolvidos e estaria sujeita a adequações ou até
demolição", informou a Prefeitura em nota.
Segundo
a administração municipal, a Subprefeitura de São Mateus emitiu um auto de
intimação e um auto de multa por falta de documentação no local da obra no dia
13 de março deste ano. Os proprietários foram multados em R$ 1.159. No dia 25
do mesmo mês, a subprefeitura emitiu uma outra multa pelo não cumprimento da
primeira intimação, no valor de R$ 103.500, além de um auto de embargo.
No
dia 10 de abril, os proprietários apresentaram recurso às multas e entregaram o
pedido de Alvará de Aprovação de Edificação Nova (processo 2013.0.102.750-9) na
subprefeitura. O pedido ainda está em análise, segundo a Prefeitura informou na
tarde desta terça-feira.
Mortes e feridos
O desabamento total do prédio de dois pavimentos ocorreu por volta das 8h30 e a estimativa é que cerca de 35 pessoas estivessem no local no momento do acidente.
O
capitão Marcos Palumbo, porta-voz dos Bombeiros, explicou por volta das 14h
que, além das seis mortes confirmadas, as equipes conseguiam ver um ponto do
desabamento onde havia mais um ou dois corpos.
O
coronel do Corpo de Bombeiros Reginaldo Campos Retulho diz que os trabalhos
devem continuar à noite em busca de cinco pessoas desaparecidas. "É uma
corrida contra o tempo. Após as primeiras 24h diminuem as chances de as pessoas
estarem vivas", afirmou.
Retulho
estima que os trabalhos podem durar até três dias. "Torcemos para que
aquele número inicial de 35 vítimas não aumente", disse o coronel. Também
segundo o coronel, são seis mortes confirmadas e 24 pessoas resgatadas.

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